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eu julgava ke esta revista era de musica mas parece mais revista cor de rosa
Isto não tem nada a ver com musica!!!
O que ela diz nós dizemos aqui o mesmo:
É Lesbica...E depois?!?
E a Solange F, enquanto apresentadora de um programa de televisão que ocupa uma larga fatia do seu espaço com música, é alguém que significa algo para os leitores/utilizadores da BLITZ.
O assumir do lesbianismo não me parece ser algo comum em Portugal. Lembro-me da Dina mas, ooops, ela fazia música.
O que não se pode depreender destes comentários que pretendem que a BLITZ seja algo exclusivamente musical (isso existe?), é que sejam uma forma de censurar esta notícia.
Boa Páscoa
MFC
No entanto, não concordo com a publicação deste género de noticias, assim como talvez grande parte dos restantes utilizadores do forum, como pode ver no feedback negativo que a noticia recebeu nos comentários.
Infelizmente vivemos numa sociedade em que situações deste caracter têm de ser noticia, e vejo com bom grado a reportagem realizada pelo "Expresso",pois como referiu,não é nada comum em Portugal,e atitudes que a Solange F. teve é de saudar,pois é um nome imediatamente reconhecivel junto de uma faixa etária mais jovem, o que é benefico para eliminar certos "estigmas" junto dos jovens.
O que os utilizadores do forum pretendem não é que a "BLITZ seja algo exclusivamente musical", mas sim o fim deste tipo de noticias sensacionalistas e que a Blitz(Site/Revista) continue com a integridade e credibilidade que nos tornou em leitores deste o tempo do jornal.
Votos de Feliz Pascoa
E não digas que nunca reparaste que na revista aparece sempre uma secção dedicada à leitura (qwue nada tem a ver com música), a Dvd's e até a gadgets! É uma revista de cultura mas que assente principalmente na música como é obvio.
As pessoas queixam-se que as notícias são cor de rosa e isto e aquilo, e muitas vezes são colocadas aqui coisas exageradas é verdade, mas também as pessoas parece que têm necessidade de atribuir defeitos às coisas. Se calhar queriam que se pusessem aqui a dar lições de como compor música ou algo do género. Eles dão às pessoas aquilo que elas querem saber e a grande maioria destas pessoas que estão pra qui a reclamar, se não gostassem de ler, nem sequer abriam esta janela...é ou não é verdade? Mas a curiosidade é sempre maior e depois dizem estes comentários, que por vezes dá a ideia que é só para se sentirem inseridos nop grupo ou assim.
Eu não tenho problemas em dizer que estas notícias realmente não têm utilidade nenhuma, mas é disto também que o mundo da música é feito e revistas desde a Q magazine à Rolling Stone colocam deste tipo de notícias nas suas páginas web.
Até parece que a Blitz é a estrela dos pastores! Se os guia para um caminho diferente eles atrofiam logo. E sendo este notícia sobre homossexualidade, acho que é do interesse de todos que seja divulgada para tentarmos mudar esta nossa sociedade conservadora! Porra por algum lado tem de se começar...a nossa sociedade está longe de ser uma sociedade moderna (facto que a população é maioritariamente idosa) e este forum é um antro de pessoas jovens e não só, mas maioritariamente jovens! E é nos jovens que temos de apostar! A homossexualidade é um assunto que hoje já não é tabu, mas em Portugal as coisas não são bem assim ainda. Respeito e apoio estas iniciativas que me parece têm bem mais impacto com figuras públicas.
Que fique claro que não estou a desrespeitar ninguem, apenas a dar a minha opinião.
E só para acabar, um ditado popular que se aplica a este tipo de artigos "cor-de-rosa" e a todos os outros artigos em que as pessoas entram só para dizer que não valem nada ou coisa do género (eu sei que somos todos livres e temos direito a nos expressarmos, mas existe uma coisa chamada ética e respeito que também é importante):
"Quem não gosta, come menos."
Obrigado pelo comentário.
Mas para responder preciso de saber por que razão este tipo de notícias não é bem-vindo.
E depois preciso de entender quais são as notícias sensacionalistas (por vezes chamadas cor-de-rosa) que a BLITZ tem vindo a publicar.
Obrigado
M
Um exemplo: "Amy Winehouse snifa Vodka em festa".
Estas noticias não têm credibilidade absolutamente nenhuma (especialmente quando são retiradas de tabloides britanicos) nem interesse nenhum,daí ser da minha opinião que não devem pertencer ao site,nem a revista.
M
Nem acho que a noticia que referiu ("Amy Winehouse entra numa campanha contra o cancro da mama") entra nessa categoria,mas por exemplo, na noticia referem que outros artistas como é o caso da Sade, porque não por tambem a fotografia da Sade.
Compreendo que a Amy Winehouse é um nome muito mais sonante, e para captar a atenção do leitor é extremamente eficaz,mas podia-se acrescentar as fotografias sem alterar o titulo da noticia.
Tambem concordo com o segundo aspecto de haver problemas sérios nas noticias em relação ao Pete Doherty e Britney Spears.
Problemas de drogas são extremamente sérios, contudo, creio que os media (em geral, a blitz excluida do grupo, refiro-me aos 24 Horas, The Sun,Daily Mirror) são em parte responsaveis, e transformam estes problemas serios em autenticos circos mediaticos, chegando a um ponto ridiculo.
Cumprimentos
«Atitude no mínimo vergonhosa!
Mas não é da Solange!... Estou a falar da BLITZ.
1) Vergonhosa porque serve-se do facto de uma figura pública (que nem sequer é música) ter referido (*) a sua homossexualidade, não para ajudar a ultrapassar preconceitos, mas com o intuito de criar buzz em torno da publicações: da própria e da associada onde a entrevista será publicada.
(*) disse "referido" e não "assumido" porque não é surpresa que a menina é lésbica. O que parece é que ela acha, e muito bem, que não tem que assumir nada perante ninguém porque isso só lhe diz respeito a ela. Por isso é "referido" e não "assumido", até porque não é muito difícil de se perceber a orientação sexual dela.
2) Vergonhoso o facto de a orientação sexual de uma pessoa... ser notícia. Se ela tivesse referido que é heterossexual... também seria notícia?»
Acrescento ainda que, mais vergonhoso ainda é o director da publicação não admitir o que foi supra-mencionado e de apresentar as justificações mais descabidas e sem qualquer tipo de conexão com alguns comentários aqui colocados.
Continuem assim que vão bem. Sim, vão bem, aposto que a margem de lucro por tiragem é bem maior do que na altura que era O BLITZ, à custa da postura descaradamente sensacionalista que a publicação tomou. Ultimamente criam buzz e fazem publicidade de tudo o que vos aparece à frente (parecem o Daily Mirror, a Caras ou a Paris Match). É pena é a qualidade seja visivelmente decrescente à medida que o tempo passa e que a BLITZ bata cada vez mais fundo com artigos destes. Quando eu pensava que não podia fazer pior, eis que me saem com coisas destas.
Haja paciência, senhor Director - e não nos atire areia para os olhos, por favor.
Atenciosamente,
Hugo Pereira (Popmart)
vou só responder por pontos
1 - a notícia vale o que vale. E olhe que há gente interessada nela! Mas não foi para criar, como diz, buzz em torno do Expresso, que como bem sabe pertence ao mesmo grupo da BLITZ. Quer uma prova? Ninguém nos acusou ontem, quando publicámos a notícia de que o Michael Stipe se assumia como gay, de que estávamos a promover a revista Spin. É que a notícia, ou a questão, se quiser, é exactamente a mesma. Só que nos EUA a Spin deve ser a Lux, ou uma revista cor-de-rosa mas cá já não é.
2 - a orientação sexual de uma pessoa é notícia. Se vocês leitores e utilizadores também o quiserem. E, pelos vistos, querem. Este é um debate que nunca foi feito em Portugal. E sim, uma figura pública portuguesa assumir a homossexualidade ainda é notícia. Pior, é quem não quer que seja notícia.
Mas olhe que não estamos a cair no fundo. Antes pelo contrário. O êxito da revista BLITZ permite-nos recorrer a fontes cada vez mais fiáveis e a descartar outras sem qualquer credibilidade. E agora, pegámos numa questão que outra publicação levantou e que custa discutir em Portugal. Se o popmart tivesse dito que o Michael Stipe andava a dizer que era gay só para promover o novo álbum dos REM, teria alguma autoridade. Como não disse, não tem
Santa Páscoa
MFC
Como deve calcular (se bem se lembra, escrevi um artigo para a publicação que dirige há três meses), apesar de não exercer jornalismo regularmente, felizmente, conheço bem como as coisas funcionam.
É mais do que óbvio (e não precisava de desmenti-lo, até ficava melhor admiti-lo) de que esta notícia (será?) não só prepara terreno para a próxima edição de uma publicação pertencente ao mesmo grupo editorial como também faz com que a própria Blitz ganhe bastantes pontos extra.
Quanto ao referência ao artigo sobre Stipe retirado da Spin, sabe tão bem quanto eu que não há paralelismos entre casos.
A Spin é uma revista com a qual a Blitz partilha artigos... não pertence ao mesmo grupo editorial. A Blitz não teria qualquer interesse em fazer publicidade ao artigo de uma revista que já foi publicado. Seria o mesmo que a PSA-Peugeot/Citroën fazer publicidade à Mitsubishi apenas porque fizeram uma parceria industrial.
Também sabe tão bem quanto eu que as coisas, nestes moldes, são mais lineares do que aparentam para o público.
É bem sabido de que (vou dar o exemplo da imprensa automóvel, que conheço bastante bem) as publicações automóveis portuguesas (nomeadamente, um determinado grupo editorial - que não vou mencionar - e algumas outras revistas) estão... compradas (pelos grupos automóveis industriais)! Já foram dadas mais do que provas sobre isso. Também é sabido que a AutoFoco (por exemplo) contém uma boa parte de artigos que constituem, às vezes, não mais do que traduções - às vezes mal-conseguidas - de publicações associadas como a AutoBild.
Cada um vende o peixe que tem. A BLITZ vende o seu. No entanto, há formas mais subtis e bonitas (e lucrativas) de o fazer e não há mal nenhum em admiti-lo.
Mais vergonhoso do que isto tudo é o senhor Director admitir que pode fazer notícia da orientação sexual de uma pessoa. Os leitores querem? E agora, quem é cria buzz em torno do quê? Volto a frisar que se a apresentadora tivesse dito que é heterossexual, também seria notícia? Além do mais, tal como Stipe, não constitui novidade nenhuma que são homossexuais (já se sabe sobre Stipe há uns bons anos).
«Mas olhe que não estamos a cair no fundo. Antes pelo contrário. O êxito da revista BLITZ permite-nos recorrer a fontes cada vez mais fiáveis e a descartar outras sem qualquer credibilidade.»
Sabe tão bem quanto eu que quantidade não é sinónimo nem proporcional a qualidade - muitas vezes é até inversa (a Toyota que o diga).
Existe N produtos que são excelentes como tal e que são verdadeiros fracassos comerciais, e vice-versa.
[como não sou católico] Um bom feriado,
Hugo Pereira (Popmart)
Restam-lhe então 3 alternativas:
-Compra em bolsa muitas acções de impresa, torna-se accionista maioritário e altera o rumo "editorial" da marca...(até pode correr com o director)
-Pode continuar aqui a manifestar n+1 vezes a sua posição de discórdia (coisa que já se viu que fez faz e fará, independentemente do que digam os que não concordam consigo...
-Percebe que, apesar de ter sempre aqui o seu espaço (para de forma civilizada expressar o seu ponto de vista, o que faz de forma meritória) não consiguirá mudar a linha editorial da marca restando-lhe ir queixar-se para o NME ou para os tablóides ingleses...
-Pode fazer qualquer uma das três, mas nós todos continuamos a gostar muito de si...
Ainda não consegui perceber muito bem o porquê de já se ter insurgido algumas vezes na defensiva da publicação e das respectivas opções editoriais. O mais curioso é que entende perfeitamente a minha posição. Ainda não percebi se essa postura é apenas por uma questão de coerência ou se a Blitz também é o seu ganha-pão (nada contra, atenção).
Assim sendo, e como muito bem disse ('tou a ver que já me conhece bem, hein!...), vou continuar a expressar a minha opinião e a exprimir a minha forma de estar, independentemente de me dizeram que concordam ou discordam.
Naturalmente que vejo obrigado a apresentar a minha discórdia perante tantas manifestações de sensacionalismo e de mau-jornalismo (peço desculpa à equipa por estar a escrever isto e a ser tão rude - e acredito que se esforçam bastante - mas há coisas em que é preciso dizer "basta" e que não passam despercebidas nem aos mais leigos, como já deu para reparar em algumas ocasiões - na verdade, eu tenho colocado quase sempre as culpas na questão editorial e não na equipa de profissionais) o que entristece muito.
Obrigado pela mensagem, de qualquer forma.
Bom feriado!
você está muito confuso.
Não desmenti nada e reforço a ideia: a BLITZ tem todo o gosto em chamar a atenção para trabalhos publicados no Expresso (onde exerço as funções de editor do caderno Actual) ou de qualquer outra publicação do grupo Impresa ou de qualquer outro grupo desde que esteja de acordo com a sua linha editorial.
Apesar da vontade de alguns em silenciarem a notícia da Solange neste espaço, é à direcção da BLITZ que cabe decidir sobre o que é notícia ou não. Penso que acertámos, pelo menos tendo em conta a quantidade de pessoas que mostraram interesse em ler a notícia (mais uma vez: uma lésbica assumir-se em Portugal É notícia até porque só sucedeu uma vez).
A BLITZ nunca publicou qualquer artigo da revista Spin. Mas poderia fazê-lo; como faz ao adquirir os direitos para a publicação de artigos detidos por revistas como a Rolling Stone, Mojo, Q, Wired e outras. A questão de promover a Spin ou o Expresso não se coloca: nós queremos é informar os leitores e utilizadores da BLITZ.
O facto de adquirirmos artigos a outras publicações - porque Portugal NÃO conta para os grandes nomes da música - garante-nos indepedência relativamente a quaisquer outras entidades, sejam elas editoras discográficas ou promotoras de espectáculos ou outras ainda. É o êxito da BLITZ que permite ir buscar artigos às revistas mais prestigiadas.
Obrigado por contarmos consigo nesse desafio há tanto tempo.
Não há qualquer tipo de vontade de silenciar a notícia. Se leu os comentários, percebeu que não é isso que está em questão. Na verdade, para ser sincero, nem é o facto de a Blitz e o Expresso terem publicado o artigo. É a forma como o fazem: o mais sensacionalista possível. Basta olhar para este artigo aqui no site. Um vídeo, muito pouco texto e uma ou duas frases com base numa asserção. E o contexto? Isto é puro sensacionalismo. E depois, o mais-do-que-óbvio serviço publicitário à publicação parceira... com base num artigo deste género.
Será mesmo que os leitores da Blitz estavam interessados neste artigo? Ora, releia lá os comentários e depois faça "por alto" uma estatística de opiniões. A maioria dos comentários vão no sentido do que tenho escrito por aqui.
Também não há qualquer tipo de problema em adquirir-se artigos e material a outras publicações, nomeadamente estrangeiras. Há problema é se o material em questão consiste em tablóides de jornais sensacionalistas ou revistas ou sites cuja credibilidade é vergonhosamente decrescente (vide Rolling Stone, Gigwise etc).
Está é a confundir-se a a construír um grande paradoxo ao dizer-me que são mais independentes porque adquirem material a outras publicações.
Então, vamos lá a ver: eu quero comercializar um determinado produto, mas como tenho uma série de restrições, tenho que adquirir elementos (peças, elementos fabris, design, elementos conceptuais, matérias-primas etc) a outro "fabricante". Portanto, não posso partir de uma folha branca e estou sempre limitado na concepção do meu produto porque há elementos já existentes que tenho que respeitar para a produtividade do mesmo. E diz-me que isso garante-lhes independência? Não faz qualquer tipo de sentido, pois isto é aplicável a qualquer ramo industrial, seja ele de calçado, de electrodomésticos ou da cultura.
Também não é vergonha - até acharia muito humilde - admitir que a qualidade da Blitz como publicação descresceu (e muito, na minha opinião) com a expansão da mesma e com a alteração de público.
Não há mal nenhum em admitir que O Blitz não era lucrativo o suficiente e que o formato de revista mensal resolveria esse problema. Também não há mal em admitir que o target da publicação foi claramente alterado e que as matérias em questão já não podem ser as mesmas.
A Mercedes também era, até à década de 80 uma marca elitista, cujo modelo base de gama (o classe E) só servia para carteiras bem recheadas. Quase 30 anos depois, viu-se obrigada a comercializar compactos e citadinos, pequenos desportivos, SUV's e monovolumes, deixando as berlinas cinzentonas para trás em muitos mercados. E isto não é condenável, porque representou a necessidade de expadir horizontes e de garantir a rentabilidade da empresa.
Depois, é claro, que aconteceu o mesmo que à Blitz... a qualidade do que produz caíu e as queixas acumulam-se.
Aproveito ainda que é abusiva, tal como outros users o referiram, o espicaçar e escarafunchar nas mesmas temáticas e nos mesmos artistas (normalmente, os mais mediáticos do momento), fazendo uma palhaçada em torno do mesmo e contribuindo para a construção de imagens desgastadas ou negativas sobre as/os mesmas/os.
Já não é a primeira vez que me manifesto para o facto da Blitz preterir noticiar eventos culturais (nomeadamente musicais) que acontecem em Portugal todas as semanas, em função do que foi supra-mencionado no anterior parágrafo.
Infelizmente, continua a haver a necessidade de se mostrar às pessoas que existem diversas orientações sexuais, e talvez as figuras públicas tenham o papel principal nesse aspecto. A Solange fez isso mesmo. Mas é a postura dela que é admirável, porque ela não está a assumir nada, ela simplesmente referiu isso, porque é algo natural para ela.
Infelizmente (mas por outro lado), a Blitz, ao invés de ter um papel interventivo nesta questão, fez uma espécie de circo à volta do assunto - que é o que os media (na generalidade) fazem habitualmente. E é por essa razão que são os media os culpados de duas coisas, uma vez mais, paradoxais: da emancipação da homossexualidade como igual e equalitativa, mas também da manutenção de determinados estereótipos e ideologias relativas a isto.
você continua confuso.
Podemos discutir o que é sensacionalismo. Mas se viu o video, ele tem uma extensa declaração da Solange F em que ela explica as suas razões. Quem bom poderem existir sites com video. Espero que o site BLITZ possa incorporar ainda mais esse tipo de funcionalidade num futuro próximo. É que, no video, está a melhor síntese da reportagem e do que é inédito nesta notícia. E volto a dizer uma vez mais, tanto é publicidade em relação ao Expresso como em relação à Spin, no que respeita à notícia do Michael Stipe. Posso promover a Spin mas não o Expresso, considerado o mais prestigiado jornal português?
Os leitores estão mais que interessados. Vou mostrá-lo quanto. Mais d 7200 page views. Agora conte os comentários negativos... E agora conte os comentários negativos dos que adoraram ler a notícia! Veja também os comentários à notícia no site Expresso.
Diz que o site da Rolling Stone é sensacionalista! Diga-me então um site que não o seja. Quanto à independência. Sei do que falo: trabalho há 20 anos em jornalismo de música. Trabalhei 11 anos no jornal Blitz. Passou por muitas fases e, quando as editores ainda tinham dinheiro para mandar cantar um cego, fazia entrevistas aos artistas com viagens pagas pelas editoras. Isso hoje não existe mas eu posso comprar os direitos de uma entrevista dos Radiohead à Mojo é publicá-la em Portugal. Repare que nunca existiu uma entrevista aos Radiohead no jornal Blitz, mesmo quando eles eram mais pequenos? Depois diga-me onde é que a qualidade do produto decresceu. Mas dê exemplos muito concretos e fale-me das várias fases por que passou o jornal. Diga-me quem escrevia os artigos, em que circunstâncias, etc.
Digo-lhe o contrário, caro Popmart; a revista BLITZ está hoje ao nível de qualquer revista de música produzida na Europa continental, mas isso é a minha imodéstia a falar. E eu até gosto de falar consigo, pois mostra curiosidade em perceber um fenómeno qued não domina.
Por isso lhe desejo, mais uma vez, os votos de uma Páscoa feliz
Já deu para perceber que não existe qualquer confusão da minha parte. Simplesmente defendemos diferentes pontos de vista. O MFC tem o seu, no lugar de director. E eu tenho o meu, no lugar de leitor (e também de alguém mais inexperiente na área). E é aqui que os nossos comentários tem andado à roda.
MFC, repare numa coisa. Não estou irritado com o facto de a Blitz fazer publicidade ao Expresso. Entristece-me, sim, o facto de o fazer com a (não-)notícia em questão. Poderia, eventualmente tê-lo feito noutra ocasião, noura edição, com uma temática bem mais consensual.
Agora, uma coisa é certa. Era publicidade o que se pretendia? Parabéns, porque a táctica vai resultar. E não era para menos, tendo em conta que se serviram de um tema tabú na sociedade portuguesa e sabendo que as reacções seriam similares a estas.
«Os leitores estão mais que interessados. Vou mostrá-lo quanto. Mais d 7200 page views. Agora conte os comentários negativos... E agora conte os comentários negativos dos que adoraram ler a notícia! Veja também os comentários à notícia no site Expresso.»
Repare o senhor Director nos comentários... deste site. É natural que os comentários aqui colocados diferem dos colocados no Expresso. Uma vez mais, targets diferentes.
Mas não distorça a realidade. A maioria dos comentários a esta notícia são negativos e apelam ao facto de tudo isto ter sido perfeitamente dispensável, mas ao mesmo tempo, pretencioso - é o que se está aqui a dizer.
«Diz que o site da Rolling Stone é sensacionalista! Diga-me então um site que não o seja. Quanto à independência. Sei do que falo: trabalho há 20 anos em jornalismo de música. Trabalhei 11 anos no jornal Blitz. Passou por muitas fases e, quando as editores ainda tinham dinheiro para mandar cantar um cego, fazia entrevistas aos artistas com viagens pagas pelas editoras. Isso hoje não existe mas eu posso comprar os direitos de uma entrevista dos Radiohead à Mojo é publicá-la em Portugal. Repare que nunca existiu uma entrevista aos Radiohead no jornal Blitz, mesmo quando eles eram mais pequenos? Depois diga-me onde é que a qualidade do produto decresceu. Mas dê exemplos muito concretos e fale-me das várias fases por que passou o jornal. Diga-me quem escrevia os artigos, em que circunstâncias, etc.»
Ora, mais uma razão para dar-me razão. O MFC sabe tão bem quanto eu que o ensino universitário em Portugal cresceu em quantidade, e descresceu em qualidade. A área do jornalismo não é excepção. E as sucessivas reformas do ensino superior, bem como a postura administrativa a isso ajudam.
Está muito em baixo a qualidade do jornalismo em Portugal comparativamente a alguns anos atrás. Sim, fazia-se muito menos (esta área é excepção), mas fazia-se melhor.
Eu nunca disse que a Rolling Stone era sensacionalista (por acaso, hoje acho que é, mas não é assim que a frase está composta).
Já manifestei aqui por diversas vezes o meu descontentamento relativamente à qualidade de alguns artigos e quanto à postura editorial. Ele é desde erros ortográficos (alguns não são ligeiros), a publicação de notícias com atrasos mais do que significativos (e imperdoáveis), bem como de inúmeras não-notícias. É mais do que óbvio que não me vou pôr "correr" o site à procura de exemplos disto. Alguns users do site tem noção do que estou a falar.
«Digo-lhe o contrário, caro Popmart; a revista BLITZ está hoje ao nível de qualquer revista de música produzida na Europa continental, mas isso é a minha imodéstia a falar. E eu até gosto de falar consigo, pois mostra curiosidade em perceber um fenómeno qued não domina.»
Ao nível de publicações do mesmo gabarito. Aí sim, tem razão. Mas também não será por aí, porque parece-me que este é um mal generalizado.
Além do mais esse é, claramente, uma prática discursiva... de um director de uma revista. Não estou a condenar, bem pelo contrário - como disse anteriormente, a Blitz tem que vender (e defender) o seu peixe. Eu sou novato e bem mais jovem que o MFC, mas (perdoe-me a expressão) "não sou parvo"; e felizmente, não sou tão leigo quanto possa parecer e tenho perspicácia suficiente para saber discernir as coisas.
Peço desculpa se, de qualquer forma, pareço altivo e rude, mas sinto necessidade de fazer passar estas impressões cá para fora. E é assim que o faço.
Boa Páscoa e bom feriado,
Hugo Pereira (Popmart).
Senhor MCF... veja todos os comentários que este artigo teve e diga-me se realmente há interesse por parte de nós leitores em saber que a Solange é lésbica.
"( waingro , 5 pontos (Bem Escrito) , ontem às 16:24)
Para quem não percebe o porquê desta notícia aqui, eu explico. Quer o expresso, quer a blitz, são duas publicações do grupo Impresa. Esta é uma forma de fazer publicidade à próxima edição do expresso, escolhendo a publicação (Blitz) que mais se adequa ao target (malta jovem) da respectiva notícia."
Este comentário fez mais sentido que tudo o que você escreveu até agora...
Solange não é importante para o meio musical, nem de perto, nem de longe... Nunca contribuiu a sério para o mesmo também diga-se de passagem... Logo, esta notícia não tem lá muito interesse (só para não dizer nenhum) mas isto é a minha opinião... o twist é que também é a opinião da esmagadora maioria dos leitores! =/
Porque é que a Blitz não pode ter só a ver com o mundo da Música? Para quê ir buscar futilidades fora dele só para "encher chouriço"? Penso que deviam ter em conta todas as críticas que se tem feito à revista e ao forum e fazer algo! Sabem tão bem quanto eu que quando existem MUITAS pessoas a queixarem-se de algo... é porque realmente algo não está a funcionar bem!
E pronto, foram os meus 2 centimos... Boa Páscoa!
como sabe que esta notícia não tem interesse para os utilizadores do site? Pois eu digo-lhe que tem e posso demonstrá-lo através do seu número de page views. Dou-lhe uma pista: a notícia da Solange tem mais page views que o anúncio em primeira mão da vinda a Portugal de Bob Dylan. Explique-me isto.
Mas não diga que é por a notícia da Solange ser uma futilidade, porque no Portugal de 2008, não é.
E agora sou eu quem diz veja os comentários para perceber que não é uma futilidade e que por alguma razão "mexe" muito com os utilizadores do forum
Boa Páscoa
Mas uma coisa é ter muitos pageviews e comentários positivos... outra é ter muitos pageviews e ter comentários negativos.
As pessoas acedem à noticia não para a ler, porque sinceramente basta ler o titulo, mas sim para dizer que este tipo de notícias não é importante para nada... leia os comentários e confirme! =)
A música é um meio de comunicação e há coisas que têm de ser expostas e debatidas. Sim, a BLITZ deve desbravar esse terreno, mais que não seja pelo facto desta publicação se destinar sobretudo a uma camada mais jovem.
Já sabia que a Solange F. era lésbica, mas, tal como ela diz, o que nos deve interessar aqui não é a sua homossexualidade ou a de outros, mas sim o que isso significa numa sociedade como a de hoje, que se diz com tanto orgulho liberal e democrática.
Parabéns Solange. Já estava à espera que batesses o pé para que se falasse mais abertamente sobre esta realidade que só pode ser naturalmente aceite por todos.
Parabéns BLITZ pela divulgação desta iniciativa.
Hehe... aguardo o despertador...
:P
Valha-me nossa senhora *_*
Mas no outro dia via-a a estalar os dedos, via-se mesmo que nasceu para a coisa ! Tinha jeito, arriscaria dizer que é a Jimi Hendrix dos estalinhos dos dedos !
Digamos que o nome Solange F. tem sim a ver com musica, visto que ela faz um programa de culto musical (pelo menos para mim), agora isto de ela ser ou nao ser lesbica e que ja nao percebo o que faz na Blitz. Concordo que ficava bem melhor somente no Jornal Expresso.
Que mais tem honrosa revista para mostrar à juventude portuguesa?
«Sou lésbica! E depois?», diz Solange.
Não, não,não.
Se analisarmos o vídeo vemos que na verdade o que ela diz é: «Sou lésbica!E então?»
Fazes mais sentido que o proprio director!! cheerz
Uma pessoa assumir-se como tal não pode ser notícia numa revista dedicada à música. É completamente ridículo.
E a única razão que vejo em alguém se assumir como tal é para ajudar as pessoas a verem que não podem catalogar à partida alguém como sendo hetero/homo/bi.
Cada um é como é! Seja de que raça, orientação sexual, partido politico, religião ou clube de futebol! Parem de ser mesquinhos e irritantes.
Não é preciso dizer mais nada. É exactamente isto.