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É música nova, é música portuguesa. Da tasca típica dos Oquestrada aos temperos africanos do Cacique 97 vai um passo. Do funk borbulhante dos Bombazines aos velhos tempos eléctricos dos Tornados vai outro. Há cantores do coração e cronistas do quotidiano. Virgens e pecadores. Longas barbas e caras lavadas. Cantores "torturados" e almas festivas. Gente que vale a pena ouvir agora.
OqueStrada
Das tascas para os palcos, fazem fado que não é fado de mão na anca
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Quem são: Miranda (voz); Pablo (contrabacia); João Lima, (guitarra portuguesa); Zeto Feijão (guitarra e voz) e Donatello Brida (acordeão)
De onde vêm: Almada
Soa a: fado gingão que se ouve por típicas tabernas portuguesas.
A ouvir:
Tasca Beat
(2009)
Onde vão estar: Theatro Circo, Braga (2 de Outubro)
Myspace: www.myspace.com/oquestrada
Os OqueStrada são um projecto "despachado", até no "fado corrido" que é o seu grande estandarte, mas demoraram sete longos anos a passar dos palcos para os álbuns. A aposta foi ganha. Miranda, Pablo e companhia chegaram no momento certo aos ouvidos desentupidos de um público com os braços bem abertos para receber tradição em formato musical.
Tasca Beat
, diversão em estado puro, é, nas palavras da vocalista Miranda "uma discoteca acústica para fazer dançar, um encontro entre a tasca e o beat das discotecas".
Sempre com um pé em Almada e outro do lado de lá da fronteira, os OqueStrada gostam de ser "pombos-correio" da música com sabor português, "É fantástico porque sentes que estás a dar uma outra imagem de Portugal. Os estrangeiros têm recebido muito fado, de que gostam, e chegam a perguntar-nos "que tipo de fado é este que a gente nunca tinha ouvido?", e nós dizemos: "não é fado, tem espírito de fado mas é uma música, um som português" e eles reconhecem como um Portugal mais actual. É bom sentir que estás a dar uma outra imagem".
Sean Riley and the Slowriders
Canções de excepção, com carimbo folk-rock e arranjos de luxo.
Quem são: Afonso Rodrigues (voz, guitarra, harmónica, órgão); Bruno Simões (baixo, guitarra, melódica); Filipe Costa (órgão, piano, guitarra, baixo, bateria, harmónica), Filipe Rocha (bateria, contrabaixo)
De onde vêm: Coimbra
Soa a: América profunda, entre as estradas rurais e a garrafeira de Nova Orleães.
A ouvir:
Only Time Will Tell
(2009);
Farewell
(2007)
Onde vão estar: Paredes de Coura (29 de Julho)
Myspace: www.myspace.com/seanrileymusic
"Termos um som maior? Foi o nosso objectivo desde o início". As palavras são de Afonso Rodrigues, aka Sean Riley, e referem-se ao segundo disco da banda de Coimbra, fresco nas lojas. Basta ouvir a primeira música, um épico de nome "Hold On", para perceber o caminho que o grupo - agora um quarteto, graças à entrada de Filipe Rocha - quis tomar. "Chegámos a um óptimo equilíbrio de nos movimentarmos todos na mesma direcção", congratula-se o dono de uma das mais aveludas vozes nacionais. O nível é de tal forma elevado que, velho preconceito aparte, quem ouve o disco pensa, muitas vezes, estar perante uma banda estrangeira. "Nunca tentámos passar por americanos", garante Afonso, "mas isso interessa-nos pois significa que as pessoas vêem em nós a qualidade que vêem em qualquer disco internacional".
Textos de Lia Pereira, Mário Rui Vieira e Rui Miguel Abreu
Veja o artigo completo na BLITZ de Agosto, já nas bancas.
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E é muito bom ver artigos assim! Já disse no fórum que durante este ano, a nível internacional, as estreias estão a ser relativamente escassas. Talvez The Pains of Being Pure at Heart sejam a mais mediática...De resto, este ano trouxe-nos grandes álbuns, mas já de gente cm reputação no "mercado": Animal Collective, Antony, Grizzly Bear, Martyn, Neko Case, Boxcutter, St.Vincent,....a lista ainda é grande.
Já em Portugal, parece passar-se a situação oposta!! Este ano já tivemos o hip-hop fundido com grime dos Macacos do Chinês, a pop inspirada dos Aquaparque e todo um conjunto de nomes (alguns deles vindos da FlroCaveira) que vieram dar o merecido abanão à música portuguesa.
Alguns dos nomes que a Blitz apresenta não são propriamente estreias: Sean Riley and the Slowriders já tinham dado cartas em "Farewell", Mazgani em "Song of the New Heart", B Fachada já tinha lançado o Ep "B Fachada Sings the Lusitanian Blues".
Mas a verdade é que não deixam de ser promessas! Muitas destas bandas têm qualidade (algumas não conheço, como os Virgem Suta ou os Orelha Negra, por exemplo) e agora resta ver como seguirão as suas carreiras daqui em diante.
Mas estes 15 nomes, que apenas pecam por escassos, mostram que a música portuguesa, ao contrário do que muitos "sábios" dizem, não está em crise! Está a borbulhar, a ferver e em vários pontos do país! Veja-se a localização das bandas e ok, temos mais gente vinda do Porto e Lisboa, mas temos também nomes de Setúbal, Coimbra, Beja, Almada,...E de vários géneros: temos música tradicional, blues, funk, rock, temos revivalistas do rock portguês, e ainda temos "amigos" de Dylan....
O que ainda continua a existir em Portugal é uma imensa preguiça de procurar e de ir ver! Preguiça das grandes editoras em procurar novos nomes para divulgação, preguiça das rádios em bater o pé e passar a nova música portuguesa (e a desculpa do "risco" não pega. Arriscado é passar a delicodoçura diabética da Colbie Calliat. Se utilizassem o mesmo airplay para qualquer outra música portuguesa, o êxito seria o mesmo ou maior), preguiça do público em procurar mais, preguiça dos PRÓPRIOS MÚSICOS PORTUGUESES em procurar mais e em divulgar mais (sim, falo daqueles que se deixaram aburguesar e que hoje só reclamam do estado da música portuguesa, quando já não lançam um álbum como deve ser há mais de 15 anos!).
Temos aqui 15 belos nomes (assumo o risco de extrapolar para os 15 aquilo que já conheço de 10)!! Poderiam estar aqui muitos mais. Poderiam estar aqui outros. É bom sinal. É sinal que a nova música portuguesa não se resigna exclusivamente a estes nomes.
Mas é a oportunidade única de se conhecerem estes e outros novos músicos portugueses. De nós, enquanto público e enquanto consumidores, darmos o empurrão que falta. A Blitz, por seu turno, cumpriu bem o seu papel.
De resto, fora da FlorCaveira assisti a um concerto dos Oquestrada que, ainda que longe de mau, não foi nada de especial. Os doismileoito só ouvi o single e nada de mais. Há "Bem Melhor". Os Tornado são muito parecidos com os Azeitonas e isso não é muito bom. Os Riding Panico - ainda que não sejam mencionados no artigo também são óptimos.
O resto não ouvi.
Mundo da musica por favor ponham se atentos a barcelos!!!!!
Alguns são excelentes até :D
O'QueStrada, Virgem Suta, Sean Riley & The Slowriders etc. :D
Finalmente uma banda cá da terra com algum mediatismo, e por sinal merecido... :D