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Moby no Porto: veja as fotos e leia a reportagem do concerto no Parque da Cidade
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| Moby disse estar a tocar para 20 mil pessoas e não deve ter andado longe da verdade. Leia a reportagem do concerto que levou uma multidão ao Parque da Cidade, no Porto. |
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O fim-de-semana é de Red Bull Air Race e por isso não surpreende a tenda da marca dentro do recinto montado no Parque da Cidade. Afinal de contas, todos os caminhos iam dar ali na noite agradável de sábado à noite, e terá sido necessário repor energias antes de voltar a usá-las durante o concerto de Moby, que na cidade do Porto terá funcionado também como festa não-oficial da corrida de aviões.
O anfiteatro natural do Parque da Cidade não podia estar mais composto do que estava quando foi possível pela primeira vez pôr olhos e ouvidos em Moby, logo depois da etérea "A Seated Night" - absoluta antítese da noite que estava para chegar - ter servido de passadeira para a entrada de todos os músicos.
"Extreme Ways" arrancou os primeiros sinais de entusiasmo, deu para perceber como se iria pintar a noite e perceber a mecânica da banda de Moby: o próprio na guitarra, auxiliado por duas violinistas, teclas, baixo, bateria e mais vozes. Apesar de não ser sempre possível absorver na totalidade do som em palco - a batida foi sempre muito dominante - ficou logo ali claro a transparência dos processos e o grau "live" de Moby.
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Comunicativo e empenhado, Moby foi a estrela da noite |
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A voz de Joy Malcolm brilhou no Porto |
Ficou desde logo também claro que todos esperavam por
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, o disco que pôs Moby em 1999 no centro das atenções e que lhe impôs, de certa forma, uma data de validade - nunca mais Richard Melville Hall conseguiu um disco à altura desse. E por isso quando "Bodyrock" saiu disparada das colunas gigantes do palco não havia como parar o entusiasmo do público.
Moby disse que eram 20 mil pessoas e não deve ter estado muito longe da realidade. "Bodyrock" lembrou aquilo que muitos dos seus últimos singles fizeram esquecer: que ir para um concerto de Moby é preparar-se para dançar. E
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, nesse aspecto, tinha muito bons argumentos. Com "Bodyrock" Moby fez o Parque da Cidade parecer uma discoteca ao ar livre mas o norte-americano não quis impor essa fórmula a todo o tempo e ziguezagueou no alinhamento com canções distintas entre si, reclamando ora a melancolia, ora o entusiasmo incontrolável, ora algo entre os dois mundos.
"Mistake" acalmou as hostes e "Porcelain" introduziu uma espécie de sensação geral de bem-estar quase zen, lembrando a graça de
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em contraste com alguns dos seus trabalhos mais recentes - como "We Are All Made of Stars", que mostrou ser um êxito menor.
Entre canções de
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e de discos mais recentes, Moby quis mostrar aquela que diz ter sido a primeira canção que lançou: "Go", estranhamente orgânica, estranhamente humana, lembrou a matéria-prima de Moby e deixou meio mundo unido por uma batida - algo que parece dar-lhe prazer. Mas foi sempre ao voltar a
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que o feedback do público se notou: "Natural Blues" ou "Why Does My Heart Feel So Bad?" deixaram marca (muito por responsabilidade da excelente Joy Malcolm que traz a música negra para as canções de Moby) e elevaram os telemóveis aos ares para uma recordação ou chamada a ente querido.
A dois tempos, "Disco Lies", apresentada como sendo uma "big New York disco song" e "Wait for Me" (com Kelli Scarr na voz), trouxeram os fãs de Moby para a actualidade, mostrando todas as diferenças: da década, do estado de espírito, do mundo. Moby quis pedir desculpa por George Bush: por oito anos de governação, por todo o mal que os Estados Unidos fizeram nesses tempos. Quis agradecer a paciência do resto do mundo por não ter virado as costas aos norte-americanos e dedicou-lhes "Lift Me Up" - outro êxito pouco convincente. A Nova Iorque dedicou a canção que diz ser a mais bonita homenagem à cidade: "Walk On the Wild Side", de Lou Reed, numa versão light que fez a delícia de muitos no convite-passaporte para um mundo mais selvagem.
O encore reservava uma agradável surpresa: "Honey" em modo medley a resgatar o riff de "Whole Lotta Love" dos Led Zeppelin - já em modo quase mash up -, "Sweet Child O'Mine" dos Guns n' Roses e ainda "Stairway to Heaven". Moby anunciou que a canção podia chegar aos 18 minutos mas não foi caso para tanto.
Houve tempo no entanto para um concurso entre Joy Malcolm e Moby num duelo entre voz/guitarra e para as últimas despedidas. O festejo, afinal de contas, já ia longo.
Perto do final de concerto marcado pelas diferenças óbvias entre a discografia pré e pós
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(não vale a pena disfarçá-lo), uma última confissão: Moby declarou o seu abuso do ecstasy noutros tempos mas não escondeu gostar ainda de ficar até às seis da manhã numa rave a dançar até que o sol dê os primeiros sinais de si. Não foi assim na noite do Porto mas até podia ter sido: não temos grandes dúvidas que o público o seguiria fielmente até à luz. Sobretudo depois de termos ouvido a última batida que Moby preparou para o encerrar da cortina, especialmente convidativa a uma celebração pela madrugada fora.
Texto de André Gomes
Fotos de Miguel Puga
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| tags: moby no porto, moby parque cidade, fotos do concerto de moby |
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Vídeo inserido por
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| Artistas de A a Z
¤ Moby
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a simpatia e interacção do moby são contagiantes, é um bom espectáculo! =D
PS: Slimmy, és lindo pah!
Eu também falei com ela mas burro não pedi o contacto...
(isto vai ser muito difícil, para não dizer mesmo impossível)
Quanto ao concerto, foi altamente!! Muito porreiro mesmo.
E pelo que vi, o bom gosto marcou bem este concerto. SE fosse um maior apreciador de moby gostava de ter ido mas nao me faz grande mossa ter faltado : p. mas é sem duvida um artista com um valor inquestionavel.
SLIMMY na 1ª parte, em http://aimagemdosom2008.b...
Gostei :D