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Optimus Alive!09: reportagem do 3º dia, 11 de Julho -
Optimus Alive!09: reportagem do 3º dia, 11 de Julho
A Dave Matthews Band foi a rainha do terceiro dia do Optimus Alive!09. Saiba como correram os concertos de DMB, Black Eyed Peas, Chris Cornell, Lykke Li, Linda Martini... Para o ano há mais!
Veja aqui as fotos dos concertos do Optimus Alive!09.

Leia aqui o que a BLITZ foi escrevendo, ao longo desta jornada de música ao vivo, sobre cada concerto do último dia do Optimus Alive!09:

17h03 - A BLITZ chegou há vinte minutos ao recinto do Optimus Alive!09 e segue agora para o primeiro concerto dos dias: os portugueses X-Wife são a primeira banda a entrar em acção no Palco Super Bock.

18h26 - Os X-Wife viram-se na posição ingrata de abrir o último dia do evento, pelo que foram relativamente poucos os que se posicionaram frente ao Palco Super Bock. João Vieira e companhia não esmoreceram e ofereceram um set bastante eficaz, que resultaria muito bem lá mais para a noite no mesmo palco ou mesmo no Palco Optimus.

Competentes, compenetrados e com a força que lhes é característica, os X-Wife juntaram temas que se tornaram já parte da história da música nacional do novo milénio às novas apostas, como o single "Heart of the World". Frontman incansável, João Vieira puxou pelo público, que respondeu com o entusiasmo que o cansaço de dois dias repletos de música permitiram.

Neste momento, Boss AC continua no Palco Optimus a atacar o velhinho "Baza Baza", de Rimar Contra a Maré (que acaba por colocar um ponto final na actuação). O rei do hip-hop nacional apresenta-se em palco com o novo Preto no Branco na bagagem e transporta consigo todos os cruzamentos de linguagens musicais do novo registo.

Todo vestido de branco, o músico despachou "Hip-Hop (Sou Eu e És Tu)" bem no início da actuação, seguindo depois com temas como "Que Deus?" (cujo sample de "O Pastor", dos Madredeus, levaria o músico a exclamar "O que é nacional é bom!"), uma versão algo inesperada de "I Feel Good", de James Brown, pelo convidado TC, ou "És Tão Bonita".

"Lena" e "Princesa" também marcaram presença no alinhamento de Boss AC, contribuindo para um fim-de-tarde bem relaxado para os poucos que, à beira-rio, compareceram à chamada do artista também conhecido como Ângelo César.

18h20 - Um público numeroso e atento, ainda que pouco participativo, aprecia a pop orelhuda dos A Silent Film , algures entre o bom comportamento dos Keane e os momentos mais épicos dos Coldplay.

The City That Sleeps , o primeiro álbum dos ingleses, acaba de cair nas boas graças das rádios portuguesas (e não só), mas ao vivo o grupo de "You Will Leave A Mark" não se fia apenas nos hits, decidindo apresentar, também, algumas músicas novas.

"Firefly in My Window", com o baterista a mostrar estaleca e a fazer estalar a veia rock da banda, e "Let Me Hear Your Heart Beat", já mais próxima dos Keane, mantiveram muita gente no Palco Super Bock.

19h50 - "Já viste o que é ter uma barba daquelas?", pergunta, impressionado, um rapaz ao amigo, durante o concerto dos Olive Tree Dance no Palco Optimus Discos. A barba de Oliver, o homem do didgeridoo, impressiona, não haja dúvida, mas o som ora cru e tribal, ora mesmo gutural, não lhe fica atrás.

Oliver não está sozinho em palco: acompanham-no um baterista (vestido de vermelho dos pés à cabeça) e um percussionista, que oferecem uma moldura vagamente mais convencional à música exótica e primal dos Olive Tree Dance. Rita Martins, uma cantora convidada da banda, subiu ao palco para emprestar voz a um dos temas - ou segunda voz, se considerarmos que, muitas das vezes, o didgeridoo funciona, ele próprio, como uma voz, disforme e elástica.

19h00 - Pelo recinto, por enquanto algo despido de gente, vêem-se várias t-shirts de Dave Matthews Band, e também um ou outro sinal do apelo grunge que Chris Cornell, apesar da guinada para o R&B, ainda conserva (há que tenha ido buscar ao baú a t-shirt dos Mother Love Bone!).

No Palco Optimus, quem actua é uma mulher - a primeira a passar pelo maior palco do evento, até ao momento (logo à noite, Fergie irá fazer-lhe companhia). A primeira senhora no Palco Optimus, então, chama-se Ayo , vem da Alemanha - onde vive com o também cantor Patrice, de quem tem um filho - e faz uma pop acústica inofensiva, que não é reggae nem folk, mas que se passeia com preguiça pelas margens destes géneros.

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Ayo, a primeira mulher no Palco Optimus, este ano


Ayo, que a certa altura se atira a uma versão de "Doo Wop (That Thing)", de Lauryn Hill, não ficaria nada mal na jornada que o Optimus!Alive dedicou, em 2008, aos cantores afectos ao surf como Donavon Frankenreiter e Xavier Rudd, apesar de este ter demonstrado bastante mais talento do que esta simpática e esbelta descendente de nigerianos, acompanhada, neste Optimus Alive!09, por uma banda e pela sua própria guitarra acústica.

20h26 - Os galeses Los Campesinos! fizeram a festa no Palco Super Bock (marca de cerveja que elegeu a banda para musicar a sua campanha de Verão). Recebido de forma barulhenta, o verdadeiro batalhão de músicos (são sete) brinda o público com o seu rock independente de guerrilha que, a tempos, faz lembrar uns Arcade Fire que se apresentaram ao público nacional em Paredes de Coura há uns anos.

A família Los Campesinos! divide-se entre a panóplia de instrumentos em palco (desde xilofones a violinos) para apresentar temas como "The International Tweexcore Underground" ou "Death to Los Campesinos!", tema da campanha da Super Bock com espasmos compassados que servem para o vocalista Gareth fazer brinde atrás de brinde e dar uns valentes golos na cerveja. A atitude de jam session que levou a banda a unir-se permanece viva nos espectáculos de um grupo que terá com certeza muito espaço para crescer entre os apoiantes nacionais.

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Uma das revelações do evento, os Campesinos até a família trouxeram a Portugal


"Tenho algumas coisas a dizer-vos sobre os vossos jogadores de futebol" atirou Gareth a dada altura para a plateia, logo desviando a conversa para a música e a sua atenção para a cerveja. "Obrigado pela vossa paciência. Se sentirem que têm de se ir embora não se prendam por nós. Não ficamos chateados". A resposta foi mesmo ninguém arredar pé.

Enquanto os Campesinos! fazem a festa, ali ao lado os Pragmatic dão largas à sua imaginação indie electrónica. Munido de sintetizadores, o projecto que tem como elemento o português André Anjos controla a celebração com um ar algo blasé que lhe confere uma química especial. As palmas vão-se soltando entre um público que saltita entre a indiferença e a participação activa no espectáculo.

Chris Cornell acaba de subir ao Palco Optimus e, para desespero de alguns, começou a actuação com o single do mais recente Scream (produzido pelo mago da dita música urbana Timbaland): "Part of Me" surge, no entanto, com bateria poderosa e guitarras que pouco fazem lembrar o cenário pop latino pintado em disco.

20h40 - "Umas coisas velhas, umas coisas novas e umas no meio" - a apresentação é do próprio Chris Cornell e reflecte bem o concerto que o americano deu no Palco Optimus.

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Chris Cornell celebrou a sua própria obra


A encarnação em que Chris Cornell, ícone do grunge que cometeu o "sacrilégio" de gravar um disco com Timbaland, se apresentaria em Portugal era uma das grandes incógnitas do Optimus Alive!09.

A resposta: nem carne nem peixe. A voz continua imponente, a banda que acompanha o ex-Soundgarden sabe as músicas do veterano de cor e salteado - e demonstra grande prazer em tocá-las - e há muita gente que, no público, delira com a possibilidade de cantar "Black Hole Sun", "Outshine", "Spoonman" (numa versão extra longa), "Cochise" (dos Audioslave) ou "Hunger Strike", dos Temple of the Dog.

Contudo, a descontextalização destas canções dá um ar desarrumado e bizarro à actuação, que a páginas tantas mais parece um espectáculo de homenagem de Chris Cornell à sua própria obra.

Tem todo o direito a celebrá-la, é certo, mas a postura algo desnorteada, ainda que muito empenhada, do americano em palco deixa boa parte do público sem saber como reagir.

Quanto às badaladas canções R&B, com cunho de Timbaland, não foram propriamente atiradas para debaixo do tapete, mas apareceram com uma banda "pisa-papéis" por cima, transformando os seus contornos dançáveis em riffs relampejantes. Ainda assim, a avaliar pela estranheza com que "Part of Me", logo a abrir, foi recebida, pode concluir-se que, mesmo depois do "makeover" rock a que foram submetidas em palco, estas "traições" de Chris Cornell à antiga religião não foram propriamente perdoadas.

Ao contrário do que muitos leitores da BLITZ chegaram a prever, Cornell não foi apedrejado quando enveredou pelo R&B de Scream , mas a natureza mais redonda de canções como "Watch Out" foi suficiente para que muitos activassem, nesse momento, as suas defesas. Quem é, em 2009, Chris Cornell? Continuamos sem saber.

21h46 - Trouble Andrew , também conhecido como namorado de Santigold (ex-Santogold), foi recebido por uma plateia bastante diminuta - se isso se deve à actuação de Chris Cornell no Palco Optimus ou ao facto de ser um dos artistas menos conhecidos a pisar o Palco Super Bock, ninguém conseguirá dizer ao certo.

O rock ecléctico do músico nova-iorquino, que se fez acompanhar por uma banda completa e um homem caveira (encostado a um canto do palco, como que de castigo), segura-se a uma atitude punk consistente e algo apocalíptica. A pose subversiva bem ensaiada ajuda à interacção com o público que vai reagindo bem aos temas eléctricos (com uns baixos que nos trazem Santigold à cabeça), como "Chase Money", "Trouble" ("quem nunca se meteu em sarilhos?", pergunta a dada altura) ou "What's So Strange About Me").

No Palco Optimus Discos, os Madame Godard estão bem dispostos, apresentando os temas gingões e algo circenses de Aurora , EP recém-editado - os laivos ska de algumas canções traz à mente uns Madness com sabor bem português.

22h15 - A noite corre de feição aos Linda Martini . Tanto que, antes de a banda da Grande Lisboa se atirar ao seu tema mais conhecido, "Amor Combate", o baterista Hélio Morais, também membro dos If Lucy Fell, diz que acaba de lhe vir à memória outro lugar onde os Linda Martini foram muito felizes: Paredes de Coura.

Em comum com o anfiteatro minhoto, o Palco Optimus Discos teve em comum, esta noite, o público entusiasta e numeroso - a assistir ao concerto dos Linda Martini esteve, provavelmente, a maior plateia dos três dias de Palco Optimus Discos, um espaço dedicado a quem editou, ou vai editar, EPs para a colecção do mesmo nome.

Da agenda dos Linda Martini consta a edição de um disco ao vivo, que deverá provar a privilegiada relação do grupo com os palcos. Agora reduzidos a quarteto, os autores de Marsupial não perderam, contudo, um grama de peso e intensidade; no Optimus Alive!09, arrebataram nos momentos mais velozes e nos mais mansos também, com as poucas palavras cantadas pelo vocalista André Henriques a estabelecerem uma ligação emocional directa com a plateia.

Destaque ainda para umas nuances "western" que nos pareceu descortinar, pela primeira vez, nas guitarras dos Linda Martini. Ou talvez sejam ainda os ecos do belo concerto de Mazgani com Pedro Gonçalves, no primeiro dia de palco Optimus Discos...

23h20 - No mundo do hip hop norte-americano não existe o hábito de fazer o género de concertos que o circuito de festivais europeus exige: há um tipo de endurance que não se coaduna com a rapidez, a urgência e até com o compromisso de intimidade com a tecnologia.

Há honrosas excepções - Roots e Public Enemy, por exemplo -, mas a maior parte parece não possuir fôlego para enfrentar este tipo de situações. Os Black Eyed Peas de Fergie, Will.I.Am, apl.de.ap e Taboo estão algures a meio caminho...

O vento ou deficientes condições de som (já se confirmará qual das duas hipóteses é verdadeira quando subir ao palco a Dave Matthews Band) não ajudaram à festa que os Black Eyed Peas quiseram impor, fazendo com que as canções entrassem e saíssem do campo de audição, pelo menos para quem se encontrava a alguma distância. Mas o público, em abono da verdade, estava concentrado na vibração festiva e aderiu aos apelos de Will.I.Am e companheiros.

Talvez por passarem o tempo a saudar Lisboa ("What's up Lisbon?" ou "What's up Portugal?" ditaram o tom da interacção com o público), os Black Eyed Peas foram tratados com algum "desprezo" por Isaltino de Morais, o autarca de Oeiras, que passou boa parte do tempo que o concerto decorreu a conversar com amigos de costas voltadas para o palco enquanto fumava um charuto. Talvez o fumo não permita a agitação física que aquelas canções exigem...

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Fergie, a "miadora" dos Black Eyed Peas


Em palco, o quarteto de vocalistas/rappers era secundado por alguns músicos (guitarrista, DJ, baterista) e, em determinados momentos, por bailarinos. Para distrair a vista, um ecrã gigante debitava imagens de inspiração futurista, concordantes com o artwork do novo álbum, The E.N.D. , que forneceu boa parte do reportório para o concerto juntamente com alguns dos maiores êxitos do grupo. Havia ainda dois gigantes insufláveis como elementos cénicos.

O concerto abriu, como não podia deixar de ser, com "Let's Get it Started" com Fergie a revelar uma toilette bastante parca em tecido, como seria de esperar. Will.I.Am, de forma oposta, apresentava-se de gorro na cabeça, talvez a opção mais acertada tendo em conta a "brisa". Seguiu-se "Don't Phunk With My Heart", "Shut Up" e uma primeira incursão por The E.N.D. com "Rock Your Body". "My Humps" introduziu, pela primeira vez, coreografias e bailarinos, mais elementos para manterem o público entretido.

Neste espectáculo houve igualmente espaço para um "Freestyle" à boa maneira hip hop, com Will.I.Am a disparar algumas banalidades com uma técnica sofrível e os companheiros a seguirem-se, introduzindo "Lisbons" por todos os cantos das frases. Qualquer freestyler dos bairros que circundam Lisboa arrasaria com estes MCs numa batalha - não é por aí, certamente, que um concerto dos Black Eyed Peas vale a pena. Mas sempre deu para ouvir a Fergie miar - literalmente! - o que não é necessariamente mau.

23h23 - Confirmadas as datas da quarta edição do Optimus Alive! : o evento regressa ao Passeio Marítimo de Algés em 2010, entre 8 e 10 de Julho. Este ano, 110 mil espectadores terão passado pelo Optimus Alive!09, ao longo dos três dias de concertos. No próximo ano, o desafio será esgotar o festival, prometeu Álvaro Covões. Para tal, a Everything Is New irá reforçar a promoção no estrangeiro. Este ano, cerca de seis mil espectadores vieram de fora de Portugal, sobretudo de Espanha e Inglaterra.

00h00 : Meia noite no Optimus Alive!09 e Lykke Li espalha charme a partir do palco, enquanto a Lua enquadra perfeitamente a tenda do palco Super Bock, que não transborda mas que ainda assim está respeitavelmente cheia para ouvir a autora de Youth Novels .

Vestida de escuro com os cortes pouco convencionais que faz sentido verem-se numa cantautora indie, Lykke espanca (mesmo a sério) um prato de bateria antes de se lançar num solo de kazoo.

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Lykke Li, mais negra do que angelical


As canções parecem ter a capacidade de sobreviver mesmo num ambiente menos íntimo, como é o do Festival, mas também faz sentido que assim seja por Lykke não veste a pele de menina frágil que alguns momentos do seu álbum parecem revelar.

Envolta no fumo do gelo seco, esta rapariga emprega toda a sua alma nórdica na conquista do público, que parece beber as suas palavras. E ela ainda se desculpa em português por também comunicar na língua de Shakespeare. Não faz mal: só aquele "Olá Portugal" redondo e perfeito como só quem por cá viveu pode ser capaz de dizer já tinha marcado todos os pontos. As canções fazem o resto.

02h40 - Quem levou para casa uma baqueta de Carter Beauford? Após um impressionante concerto da Dave Matthews Band , o baterista demorou-se em palco, atirando incontáveis pares de baquetas aos fãs que permaneceram frente ao palco durante mais de duas horas e meia, naquele que foi o segundo concerto de sempre dos norte-americanos em Portugal.

O carinho que o público nacional nutre por Dave Matthews e sus muchachos foi,desde o primeiro minuto, praticamente palpável: ao entrarem em palco, pela meia-noite, os sete músicos foram brindados com uma gigantesca ovação, como um bom amigo que a casa torna.

A Dave Matthews Band estreou-se em Portugal há dois anos, com um concerto no Pavilhão Atlântico que, esta tarde, em entrevista à BLITZ, o mentor da banda garantiu ter sido um dos pontos altos da sua carreira.

Depois do espectáculo desta noite, no Optimus Alive!09, ficámos com a certeza de que o piropo tinha um grande fundo de verdade. Alicerçado no novo álbum, Big Whiskey and the GrooGrux King , o primeiro da Dave Matthews Band sem o saxofonista Leroi Moore, falecido no ano passado, o concerto passou também, com generosidade e sensatez, pelos melhores álbuns do grupo: Under The Table and Dreaming , marcado por uma folk naïf e encantadora; Crash , um pouco mais sofisticado, e Before These Crowded Streets .

Praticamente ignorados foram momentos menos excitantes da Dave Matthews Band, que nos últimos anos se tem aproximado de um rock adulto e domesticado, algo longínquo das suas origens.

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Dave Matthews, performer generoso e anfitrião perfeito de uma noite muito feliz


Mais rock do que vem sendo hábito, o novo disco aguentou-se muito bem no convívio com as magníficas "Ants Marching" (logo o segundo tema da noite), "#41", "Two Step", "Rapunzel", "Don't Drink The Water", "Crash Into Me" ou, já no encore, "Tripping Billies".

À tarde, Dave Matthews afirmou à BLITZ que a música que faz não é necessariamente feliz, mas sim alegre - e foi essa mesma alegria a transbordar do palco para a plateia, pela mão desta orquestra americana de pop, rock, jazz, blues e country.

No seu jeito meio encabulado, meio charmoso, Dave Matthews, que ao início da noite espalhou o caos na zona de autógrafos, ao saltar as barreiras e juntar-se à multidão, teve o público sempre a seu lado, falando português ("que bom estar de volta") e agradecendo, com modéstia, o apoio e a comparência dos fãs.

No que toca às canções do novo disco, destaque para o interessante single, "Funny The Way It Is", ou para a bela "Alligator Pie", em jeito bluegrass e com referências a uma das filhas de Dave Matthews, Stella.

A grande festa acabou com dois encores: o primeiro, com "You Might Die Trying" e "Tripping Billies", comovente na simplicidade da sua mensagem de "carpe diem", e um segundo já pouco esperado. Quando muitos dos espectadores abandonavam o recinto, a Dave Matthews Band regressou a palco para tocar "All Along The Watchtower", a versão de Bob Dylan imortalizada no disco ao vivo Live at Redrocks . Catártica, intensa e perfeita enquanto ponto de exclamação de um concerto superlativo.

A BLITZ termina aqui a sua reportagem do Optimus Alive!09. Fique atento ao site, nos próximos dias, e acompanhe os nossos rescaldos. Diga-nos também o que achou desta terceira edição do evento de Oeiras e qual foi, na sua opinião, o melhor concerto.

Veja aqui as fotos dos concertos do Optimus Alive!09.

Textos de Lia Pereira, Mário Rui Vieira e Rui Miguel Abreu

Fotos de: Rita Carmo/Espanta Espíritos
tags: Optimus Alive!09, terceiro dia, 11 de Julho, Dave Matthews Band, Black Eyed Peas, fotos dos concertos do optimus alive!09
Notícia escrita por MRV Sábado, 11 de Julho de 2009 às 16:42 (148 comentários )
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147 Comentários
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DMB fechou com chave de ouro!!
por: RobertNaja | siga este autor | enviar mensagem privada Domingo, 12 de Julho de 2009 às 3:36, 4 pontos
Último dia e mantenho a coerência: começo pelo final!!

Que concerto de Dave Mathhews Band, meus senhores!! Que concerto!!
A tentação de ter uma plateia rendida aos seus pés antes do concerto começar poderia levar a que uma banda menos experiente se tornasse mais relaxada. Mas claramente DMB não é nem uma banda pouco experiente e muito menos uma banda relaxada.
São profissionais e acima de tudo TOCAM COM ALEGRIA!! Aliás, a grande diferença de concertos como o dos Metallica, Prodigy ou DMB face a muitos outros (Placebo, por exemplo) passa pela alegria com que tocam! Pelo prazer absoluto que sentem!!
Começaram com uma das melhores músicas do último álbum: "Shake Me Like a Monkey" é divertida, viciante, orelhuda e enérgica! O público ficou imediatamente rendido, ovacionado a cada segundo. Com várias passagens pelo novo álbum ("Spaceman", "Alligator Pie" ou "Funny the Way it is"), não pouparam nas jams. Que não se limitaram a ser um "olhem do que eu sou capaz", mas sim jams com sentido, com ritmo e sobretudo com a já citada alegria!!
Mais de duas horas de concerto, muitos "obrigado" e "é bom estar de volta" e muita comunicação de Dave Matthews tornaram este concerto memorável!! Excelente final de Alive!!

Antes foram os Black Eyed Peas que se revelaram (como é óbvio, diga-se de passagem) uma máquina extremamente oleada. Por pouco que goste, acabam por ter um trunfo na manga que é o airplay que as suas músicas têm. Singles com fartura levam a que os que gostam cantem e os que não gostam...também se aventurem! DJ set especial dedicado a Michael Jackson terá sido a novidade maior do concerto.
(pormenor com alguma importância: que pernão que a "sôdona" Fergie tem!!! lolol)

Chris Cornel....A minha maior curiosidade e o sentimento mais ambíguo. Giro comparar estilos: DMB tinha a plateia já rendida ao início. Prodigy agarraram a plateia com "Breathe" e "Omen". Cornell começou por despachar logo a fruta podre ao início num estilo "bem, bora lá passar isto a ver se para o fim ninguém se lembra". A reacção da plateia às músicas do novo álbum são representativas: uma profunda indiferença e um baixar de braços imenso. Cornell cometeu um erro de carreira e está a pagá-lo.
Quanto ao restante concerto, concordo com um comentário já feito: o que se passou foi uma banda de covers de Soundgarden, Audioslave e Temple of the Dog.
Ok, a voz de Cornell está lá. Mas e o resto? Onde anda?
De qualquer forma, é muito bom recordar "Spoonman", "Rusty Cage", "Hunger Strike" e "Black Hole Sun" (que diga-se passagem foram as que tiveram mais aceitação por parte do público!).
Sinceramente, acho que Cornell tem que pensar muito bem sobre o que quer fazer de vida. O caminho r&b (embora disfarçado de rock ao vivo) já se viu que não é solução. Limitar-se a ser um revivalista de êxitos antigos parece-me ser igualmente um destino sem glória. É altura de Cornell se sentar, pôr a cabeça no lugar e criar os seus clássicos a solo.

No palco secundário, consegui ver a energia contagiante de Los Campesinos! De novo, a alegria quando se toca volta a ser um ponto fulcral. O seu estilo descontraído, a sua pop-rock juvenil, a atitude despreocupada de não quereram ser maiores que o mundo são trunfos! A boa disposição é igualmente contagiante! E pode ser que daqui a uns tempos ouçamos estes meninos e meninas com mais regularidade, depois de terem sido escolhidos para a publicidade da Super Bock (como não se cansaram de mostrar! lolol). Bom concerto ;)

Ainda consegui ver os Linda Martini. Provavelmente um dos maiores hypes portugueses. Mas claramente que o merecem. O seu rock pesado e atmosférico, as letras minimalistas mas sentidas, a postura merecem realmente o carinho do público. Obviamente que poderão vir a "sofrer" mais tarde com este excesso de concordância à sua volta (não me admiro que daqui a não muito tempo se diga que afinal não se percebe porquê tanto alarido à volta deles e que são maus e tal...). Mas se mantiverem a atitude, estão lá!! E o público do Alive correspondeu!!

Pelo meio, falhou a Lykke Li por força do movimento feminista de que estava rodeado e que preferiu ver Black Eyed Peas, rematando a minha proposta com um "Shut Up!" ...lol. Siga para bingo, mais oportunidades hão-de surgir!!

Moral: Num dia com muitos altos e baixos, Dave Matthews Band fechou com chave de ouro este festival! E o público fez questão de fazer parte desta grande festa!!
Black Eyed Peas deram um concerto bom para quem gosta, com uma máquina bem oleada e umas pernas fantásticas de Fergie (peço desculpa se isto me chamou mais a atenção que a música! lol).
Chris Cornell precisa de encontrar um rumo para a sua vida com urgência!
Linda Martini continuam a dar cartas no panorama rock nacional e Los Campesinos! prometem vir a dar que falar!
Re: Optimus Alive!09: reportagem do 3º dia, 11 de
por: iGnezz | siga este autor | enviar mensagem privada Domingo, 12 de Julho de 2009 às 7:41, 4 pontos
O carinho que o público nacional nutre por Dave Matthews e sus muchachos > ahah

Epá...até me custa ler a reportagem e os vossos comentários e feedbacks do festival, juro que sim. Estou tão, mas tão chateada de não ter ido...foi o maior castigo que eu podia ter e vou-me lamentar durante anos por não ter ido a esta edição..havia tudo: Metallica, Slipknot, Machine Head, Placebo, Prodigy, Coldfinger, Linda Martini, Chris Cornell apesar de tudo, DMB (!!!) e outros que me ia dar-me a conhecer pelos concertos.
Enfim. É para aprender a estudar quando devo.
--'
Re: Optimus Alive!09: reportagem do 3º dia, 11 de
por: Biohazard08 | siga este autor | enviar mensagem privada Sábado, 11 de Julho de 2009 às 17:30, 3 pontos
Vamos ver o que sai desta "salganhada", pelo alinhamento de B.E.P. parece que vai ser um concerto animadissimo, em que os "clássicos" vão ser revisitados.
No que toca a DMB, espero que sejam a DMB e que deiam o concerto que se espera deles, espera-se algo de excelente.
Quanto a chris Cornell estou muito curioso para ver o que sai dali.
Os grandes concertos de hoje no Super Bock deverão ser de Lykke Li e de Campesinos e linda Martini serão donos e senhores do Optimus discos.
Era, de entre os 3 dias, o que menos interesse me suscita, apesar de a curiosidade por Campesinos, DMB e BEP ser enorme, bom concerto para quem vai! ;)
Re: Optimus Alive!09: reportagem do 3º dia, 11 de
por: zerochance | siga este autor | enviar mensagem privada Sábado, 11 de Julho de 2009 às 22:52, 3 pontos
~Pois é, completamente de acordo com a "review" do concerto do cornell. Se a voz está lá, o resto parece que falha.

É estranho ver uma banda totalmente diferente tocar musicas dos audioslave, soundgarden e temple of the dog.

Parece uma banda de covers com um vocalista muita bom e muito parecido com o velho cornell...

Aquela hunger strike... lamento, mas não é a mesma coisa. Ao inicio nem reconheci a musica. Falta lá o senhor vedder, mas faltam la outros senhores: stone gossard, jeff ament, mike mccready e matt cameron. Simplesmente não é a mesma coisa. Muito "sem sal".

Quanto às outras que vi, outshined e show me how to live, o cornell conseguiu cantá las sem problema, e é bom ver que ainda tem "a voz", mas simplesmente não podemos ignorar aqueles tipos que estão a tocar. Quem são, donde vieram, que estão ali a fazer? É algo de errado. Cornell sabes o que tens a fazer, fá lo. Volta à tua "religião", à tua antiga gaja, cmo queiram. Mas toda a gente sabe, no fundo o cornell sabe o, ele é um homem do rock. Do bom.
Re: Optimus Alive!09: reportagem do 3º dia, 11 de
por: Viktor Kintela | siga este autor | enviar mensagem privada Sábado, 11 de Julho de 2009 às 17:07, 2 pontos
Posso perguntar o porquê de não haver fotos de GASLIGHT ANTHEM... e de reportagem ao concerto de JAZZANOVA no CoolJazzFestival? Se me pudessem responder agradecia.

Quanto ao dia de hoje... DMB vai ser do caraças certamente... e eu não vou lá estar. :(
Re: Optimus Alive!09: reportagem do 3º dia, 11 de
por: mafaldabedabea | siga este autor | enviar mensagem privada Domingo, 12 de Julho de 2009 às 3:26, 2 pontos
O CONCERTO DOS LOS CAMPESINOS FOi ESPETACULAR!! Oh meu deus!Tudo perfeito (ok houve la algumas pessoas no moche um bocadinho parvas, mas quando se está a ver uma das nossas bandas preferidas nós queremos saber? NAAoo), eles tocaram todas as minhas músicas preferidas, interagiram com o público , disseram que gostavam do benfica...E o Gareth é mesmo um vegetariano amoroso. O final foi mesmo o melhor. Eu e mais um grupo de pessoas fomos falar com eles, pedir autografos, tirar fotos, enfim eles não podiam estar mais contentes. Fiquei com o meu cd todo autografado por 5 dos 7 elementos da banda e falei bastante com o gareth! *.* E sim, com muita pena minha confirma-se, a Aleks vai abandonar os Campesinos para ir tirar o curso de medicina :c bem, só lhe podemos desejar boa sorte^^, ela a dizer-me isso e eu: but you can't really leave los campesinos, you're like a family. E ela: of course not! they will always have me as an honorary member :D. Ainda estou em estado de choque não acredito que falei com eles os 5: Tom, Aleks, Gareth, Harriet (que foi muito querida e chamou a Ellen) e Ellen. Se tivesse autógrafo dos 7 era mesmo perfeito.

  Á parte de los campesinos, adorei o concerto da lykke li, numa palavra diria brilhante, pois ela mostra uma maturidade enorme, ora amandado-se para o chão como se fosse a alice glass, ora a cantar como se fosse uma diva, ora com o altifalante como se fosse uma festa popular. Brilhante! E depois também lhe fui pedir o autógrafo e tirar uma foto ^^
I'm a Lucky Girl :D MELHORES 3 DIAS DA MINHA VIDA!
Re: Optimus Alive!09: reportagem do 3º dia, 11 de
por: Rickglp | siga este autor | enviar mensagem privada Domingo, 12 de Julho de 2009 às 3:39, 2 pontos
É realmente pena a Blitz não falar em lado nenhum no concerto dos Linda Martini.
Tava com curiosidade de saber como tinha sido :(

E acho pena também que ninguém perceba o real valor destes e os meta num palco principal de um grande festival.
O Alive é fixe.
por: CornFlake | siga este autor | enviar mensagem privada Domingo, 12 de Julho de 2009 às 3:42, 2 pontos
Epa ontem foi mesmo MUITO bom, no(s) dia(s) a seguir a um festival fico sempre envolvido nalguma nostalgia. :| A verdade é que o Alive ainda não me desiludiu, ao invés, tem superado sempre as minhas expectativas. Para o ano há mais é certo, se bem que estou um pouco apreensivo quanto ao local que vão escolher, uma coisa é certa o passeio marítimo de Algés vai deixar saudades! Foi ali que vi, revi e vivi concertos como os de RATM, Prodigy, Pearl Jam, Placebo, The Sounds, The Used, Gogol, The Hives, The Kooks, entre tantos outros e aqueles DJs a fechar a tenda onde acabei sempre por deixar o pouco das energias que me sobravam... Sempre a curtir ao máximo, a aproveitar cada momento, sempre bem acompanhado com os melhores amigos. Agrada-me bastante o conceito do festival e as suas condições, para mim de longe o festival em Portugal que melhores oferece. Sempre preferi um festival não urbano por diversas razões, uma delas começa na parte de montar a tenda, que muito me apraz. xD
Mas no que concerne à musica propriamente dita é impossível não enaltecer o surgimento de um festival como este, por toda a sua oferta e competência. Dito isto, vou esperar mais um ano para voltar, e, quem sabe, rever Daft Punk! DAFT PUNK! ( leia isto Sr Covões!) :D

PS: Não se lembrem é de aumentar ainda mais o preço dos bilhetes porque já chega.
Re: Optimus Alive!09: reportagem do 3º dia, 11 de
por: Neverminded | siga este autor | enviar mensagem privada Domingo, 12 de Julho de 2009 às 4:00, 2 pontos
Minha review de quem não tem paciência para escrever muito depois de vir do festival:

A Silent Film - Fraco. Muito fraco. Não conseguiram converter o público à sua causa ao contrário dos Los Campesinos que deram um grande concerto - como, aliás, já esperava.

Chris Cornell - Notou-se perfeitamente que Chris Cornell não está chateado com o rock. Os dois primeiros temas fizeram temer o pior, mas o resto do alinhamento focou-se no trabalho mais antigo. Um regresso aos Soundgarden parece ser mesmo a melhor opção.

Black Eyed Peas - Tudo demasiado ensaiado soa forçado. É isso que acontece com estes senhores. Além disso não são grande coisa e vivem essencialmente da presença da Fergie.

Dave Matthews Band Como previsto foi um concerto de 2:30. Um excelente concerto cheio de improviso, cheio de groove, um estrondo. Não sei se seria a melhor forma de fechar o festival, mas são indiscutiveis cabeças de cartaz.
Re: Optimus Alive!09: reportagem do 3º dia, 11 de
por: sara_freakystyley | siga este autor | enviar mensagem privada Domingo, 12 de Julho de 2009 às 4:09, 2 pontos
Banda mais underrated do dia 11: Linda Martini. Como, mas COMO, é que Linda Martini tocam no Palco Discos, com um espaço mínimo, e Boss AC toca no Palco Principal? É que nem me venham com a história do "cada um tem os seus gostos" porque aqui isso simplesmente não pega. De resto, gostei da revelação "A Silent Film", do Chris Cornell (apesar de tudo, lol), e da maravilhosa Dave Matthews Band. Só pude ver um pouco dos Campesinos (a história de andar de um palco para o outro), mas têm uma sonoridade no mínimo divertida. :)
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