Veja aqui, em actualização permanente, as fotos do Optimus Alive!09.
Depois de um primeiro dia com casa cheia - e concertos memoráveis dos Metallica, Slipknot, TV On the Radio ou Crystal Castles - o Optimus Alive!09 continua hoje no Passeio Marítimo de Algés. Pelos três palcos do evento vão passar nomes como Prodigy, Placebo, The Ting Tings, Fischerspooner ou Coldfinger.
Acompanhe aqui em permanência a reportagem escrita de tudo o que se vai passar nos palcos (e fora deles).
As fotos dos vários concertos do dia podem ser vistas aqui.
10 de Julho (Sexta-feira)
Palco Optimus
The Prodigy
00h30
Placebo
22h45
Blasted Mechanism
21h15
The Kooks
19h50
Eagles of Death Metal
18h30
Os Pontos Negros
17h30
Palco Super Bock
Zombie Nation
02h15
The Ting Tings
01h00
Fischerspooner
23h15
Does It Offend You, Yeah?
21h45
Hadouken!
20h25
Late of the Pier
19h15
John Is Gone
18h10
The Gaslight Anthem
17h00
Palco Optimus Discos
Zig Zag Warriors
22h40
Coldfinger
21h30
DJ Ride
20h30
Bezegol
19h30
Youthless
18h30
_____________________________________________
16h55
- As actuações musicais começam dentro de cinco minutos, com os Gaslight Anthem a abrirem as hostilidades no Palco Super Bock, e a BLITZ já está no Passeio Marítimo de Algés para lhe trazer todas as informações e imagens deste segundo dia do Optimus Alive!09.
Ainda sem música, o público é a esta hora bastante reduzido, com o castelhano a ouvir-se quase tanto quanto o português. Os fãs mais acérrimos já se encontram frente aos palcos onde actuarão as suas bandas preferidas, calmamente sentados à espera. Os outros, dividem-se entre as várias actividades lúdicas presentes no recinto: há público colado a uma parede de velcro, outro em amena conversa no speed dating com cientistas e outro ainda a passear-se pela exposição de Rita Carmo, fotógrafa da BLITZ.
17h25
- Tatuagens e jeans: é assim que se veste o rock com rasgos bluesy dos Gaslight Anthem, que arriscam a tempos alguns solos de guitarra que revelam as suas intenções virtuosas.
Com apenas um palco em actividade, os
Gaslight Anthem
(dois álbuns em carteira) concentram grande parte do público presente no recinto frente ao Palco Super Bock. Na sua maioria adolescentes (e pré-adolescentes), os presentes reagem de forma entusiasta ao rock enérgico da banda que, antes de atacar o muito aplaudido "The '59 Sound" - canção que no festival britânico de Glastonbury contou com a ajuda preciosa de Bruce Springsteen - salienta ser esta a sua primeira vez em Portugal.
O "Boss" não é só amigo como inspiração: o rock dos Gaslight Anthem, entre o intimista e o panorâmico, convence a pequena multidão que acolhe calorosamente a estreia dos americanos em Portugal.
Em certos temas, a voz de Brian Fallon, um vocalista visualmente discreto, num look "all american boy", faz-nos crer que em palco está artista de mais idade e "calo". O timbre rugoso traz, vezes sem conta, a voz de Springsteen à memória e a reacção entusiasmada do público a músicas comandadas por uma bateria tipo locomotiva não engana: já há fãs dos Gaslight Anthem em Portugal.
18h09
- Várias dezenas acompanham, de pé e batendo palmas, "Armada de Pau", uma das músicas do primeiro disco dos
Pontos Negros
,
Magnífico Material Inútil
.
A segunda ocorrência do eixo FlorCaveira/AmorFúria no Optimus Alive!09, depois da passagem, ontem, d' Os Golpes pelo Palco Super Bock, entretém a pequena multidão que se concentra frente ao Palco Optimus.
De rabo de cavalo louro e traje veraneante (a calça branca a acusar a canícula), Filipe Sousa, um dos vocalistas dos Pontos Negros, seria à primeira vista a escolha mais óbvia para Ponto Negro com mais pinta. Mas Jónatas Pires, o outro cantor e guitarrista da banda de Queluz, que com Filipe se lança em jogos melódicos que por vezes lembram os Libertines, prefere chamar a atenção para David, o franzino baterista. "Eu sei que há aqui um clube de fãs do David. Façam barulho!", pede Jónatas ainda no arranque da actuação, obtendo em troca alguns gritos femininos.
"Magnífico Material Inútil", "Salomé" e "Querida", com o seu riff mais pesado e descaradão, foram bons momentos da passagem, descontraída, bem disposta e confiante qb, dos Pontos Negros pelo Palco Optimus.
Seguem-se, no Palco Optimus, os Eagles of Death Metal, cujo vocalista Jesse Hughes acaba de revelar, em entrevista à BLITZ, estar maravilhado com a hospitalidade portuguesa. "Pedi que me fossem buscar 100 euros de erva e foram! Isto não acontece em mais lado nenhum da Europa! That´s bitching!".
18h55
- Enquanto os lisboetas
Youthless
abrem o Palco Optimus Discos com um tema "para dançar" - avisou um baterista, teclista e mestre-de-cerimónias de tronco nu - no Palco Super Bock, os nortenhos
John Is Gone
encerram o seu concerto. A banda vencedora do concurso de bandas Rock Rendez Worten (edição de 2008) foi bastante bem recebida pelo público concentrado frente ao palco.
A atitude e as vestes a fazer lembrar uns Interpol menos negros - ou uns She Wants Revenge - vão angariando fãs para a banda liderada por um vocalista carismático e aproveitam para apresentar
Paper Cuts and Heartbeats
, o álbum de estreia ao público lisboeta. Para o final, um tema com teclados a fazer lembrar uns Muse era
Origin of Symmetry
é antecedido pelo convite: "Esperamos por vós no Marés Vivas e Sudoeste (entre palmas, ouve-se a exclamação bem-humorada "Oh, não!").
19h18
- Os
Eagles of Death Metal
continuam a destilar, no Palco Optimus, o seu rock com cheiro a gasóleo. A banda que Josh Homme ajudou a criar está, ao vivo, entregue às mãos de um grupo de quatro valentes, liderado pelo controverso Jesse Hughes.
De bigode ruivo e calças de ganga mais apertadas do que é permitido por lei (e por certos especialistas em medicina reprodutiva), Hughes é uma verdadeira personagem. Roqueiro dos sete costados, conservador "de extrema direita" (nas suas palavras), óptimo pai e bom católico (também a fazer fé no seu auto-retrato), o homem forte dos Eagles of Death Metal manteve animada a plateia do Palco Optimus.
Canções como "I Want You", logo a abrir, ajudaram ao sucesso do rock viril e sulista dos Eagles of Death Metal no Optimus Alive!09. Encantado com a proximidade do "oecano", Jesse Hughes divertiu-se ainda a manipular os gritos e ovações dos espectadores, comandando graves, agudos e outras nuances ao manusear os braços, como um maestro.
De t-shirt dos Placebo (depois de, nos bastidores, ter insistido em ser fotografado com uma dos Prodigy), Jesse Hughes ter-se-á certamente despedido dos portugueses com a sensação de dever cumprido. A sua missão, dissera-nos em entrevista, era fazer mexer umas ancas" e espalhar a diversão.
19h40
- Não lhes pedimos os BIs, mas, a avaliar pela carinha fresca de todos os quatro membros dos
Late of the Pier
, os ingleses concorrem certamente ao título de banda mais jovem do Optimus Alive!09.
Concentrados na frente do palco e entregues a instrumentos como guitarra, baixo, bateria e sintetizadores - essenciais no som que produzem - os Late of the Pier podem não ser dos nomes mais conhecidos do cartaz, mas encontraram nas primeiras filas um público conhecedor e mais do que disposto a fazer a festa.
Apadrinhados pelo NME e apenas com um álbum no bolso, os Late of the Pier apresentaram, porém, uma estimável elasticidade de estilos, soando ora oníricos e psicadélicos, ora próximos da nu-rave esfusiante dos compatriotas Klaxons, que ontem brilharam no mesmo palco, ou ainda vizinhos dos Vampire Weekend, em "The Enemy Are The Future".
Enquanto no Palco Super Bock os Late of the Pier apelam ao seu público para que troque o "circle pit" por um "love pit", Jel e os seus homens continuam, de megafone em riste e bombos atrás, a sua luta pelos "corredores" do Optimus Alive!09. Em prol do quê, ainda não percebemos muito bem.
20h00
- Frente ao Palco Optimus Discos, muita gente vê Bezegol, o rapper do Porto que acaba de lançar, tal como a quase maioria dos artistas deste espaço, um EP gratuito.
"Vão lá pegar, tenho muito gosto em dar-vos a música", apanhámos Bezegol a convidar. "Música é música, não é negócio", completou, para júbilo popular.
A falar, o simpático
Bezegol
faz lembrar, pela rudeza da voz, o Ferrão da Rua Sésamo; quando "rappa", acompanhado por outro MC, guitarra e teclados, aproxima-se do "ragga" e, à semelhança dos Eagles of Death Metal mas num estilo bem diferente, faz muitas ancas abanar.
20h25
- Os britânicos
Kooks
estão neste momento a terminar a sua actuação no Palco Optimus. Momentos antes de subir ao palco, a banda confidenciou à BLITZ que ia fazer um set mais reduzido que o habitual por constrangimentos de tempo (e que apresentaria um tema novo, intitulado "Rainbow"), mas a actuação da banda foi antecipada 20 minutos, o que permitiu a Luke Pritchard e companhia dar largas ao seu rock juvenil.
Saltitando entre os grandes êxitos dos dois álbuns, a banda ofereceu a uns fãs bastante entusiastas canções que sabem a Verão, como os mais antigos "She Moves in Her Own Way", "Naïve" (um dos mais aplaudidos) ou "Ooh La", todos do auspicioso debute
Inside In/Inside Out
, tendo dado início à actuação com "Always Where I Need to Be", o single mais bem sucedido do segundo
Konk
.
O colete, as jeans justinhas e o grande anel verde de Pritchard terão feito as delícias do valente coro feminino que se concentrou frente ao palco. O cantor retribuiu o carinho, arremessando frases como "Olá, nós somos os The Kooks" ou "Vamos dançar" num português bem ensaiado. Há três anos a banda apresentou-se como uma promessa no festival da Zambujeira, mas estes anos volvidos tornaram aparentemente os fãs angariados com
Inside In/Inside Out
uma verdadeira legião.
Alinhamento The Kooks
Always Where I Need to Be
Matchbox
Eddie's Gun
Ooh La
Sway
Time Awaits
One Last Time
She Moves in Her Own Way
Do you Wanna
Naive
Shine On
See the World
Stormy Weather
Sofa Song
20h45
- Outro dos nomes levados em ombros pelo NME, os
Hadouken!
servem-se das mesmas armas que os seus contemporâneos - sintetizadores à cabeça - e contagiam o público jovem, numeroso e afecto à novidade, que tem emprestado cor ao Palco Super Bock.
Menos festivos - e também menos divertidos - que os Klaxons, os Hadouken chegam a aproximar-se, na voz de James Smith, de uma versão mansa do grime. Mais do que dançar, as suas músicas convidam a uma certa libertação de saudável agressividade: o mesmo é dizer que a eufórica plateia do Palco Super Bock aproveitou a batida forte dos Hadouken para fazer uma mini-rave, ainda o sol não se tinha posto.
Um concerto quente, onde nem o deslocado "gracias!" do vocalista fez grande mossa.
21h00
- "Quem é que daqui curte dubstep?". A resposta do público do Palco Optimus Discos não é significativa, mas nem assim
DJ Ride
desarma. Acompanhado por bateria tocada ao vivo e programações, o músico português, um dos mais consensuais do hip hop nacional, promoveu o EP lançado na série Optimus Discos e disponível para download gratuito.
"Para os românticos também há o CD", avisou Ride antes de, aos comandos da mesa, começar a servir música lenta, espacial, com os graves a infiltrarem-se no solo e fazerem mexer muitos corpos em concordância.
Pelo recinto, circula bastante público, mas bem menos que ontem, o que se reflecte em filas menos problemáticas na zona dos comes e bebes.
Zé Pedro, dos Xutos & Pontapés, foi avistado a assistir ao concerto dos Kooks - a cerca de 24 horas de ter, ele próprio, de subir ao palco com os Xutos & Pontapés, no Porto, para substituir os cancelados Depeche Mode.
Já a dupla de vocalistas e guitarristas dos Pontos Negros, Jónatas e Filipe, estugava o passo em direcção ao Palco Super Bock, na altura ocupado pelos Hadouken!.
21h10
- "É tão bom tocar em casa! PARTY PEOPLE!". O grito pertence, no Palco Optimus, aos
Blasted Mechanism
, pela segunda vez no maior palco do evento de Algés.
Empenhados, talentosos e com uma impressão produção de palco, que contempla não só os incríveis fatos como numerosas colunas de holofotes, os portugueses são, ao vivo, uma das mais sólidas bandas portuguesas.
Trance, reggae, dub, rock e uma apropriação muito particular de um certo "folclore global" são o prato forte, e variado, dos Blasted Mechanism, que abriram o concerto com o single "Start To Move" e várias palavras de ordem a condizer.
Contudo, à hora que muitos escolheram para jantar, o delírio com a actuação dos Blasted Mechanism foi localizado. Nas primeiras filas, não faltavam grupos a dançar em roda e muitos foliões a debitar as letras de "I Believe" ou "Source of Light".
Mas, mais longe do palco, muitos preferiam pôr a conversa em dia, sentados, do que assistir ao festim freak, devidamente condicionado por requintados pormenores étnicos, dos Blasted Mechanism. Os apelos do vocalista Guitshu para que as massas se juntassem à banda na exploração de idiomas alienígenas também não surtiu grande efeito.
Resta saber até que ponto as mensagens sobre o poder do amor, do destino e de outras entidades mais insondáveis ("a panaceia é uma divindade que representa a cura para todos os males! Há aqui pessoas que gostam do mal?", pergunta a certa altura Guitshu) não encontra já alguns anticorpos num público menos afecto à causa dos Blasted Mechanism.
Alinhamento Blasted Mechanism
Start to Move
Destiny
I Believe
Mystical Power
The Atom Bride Theme
Panacea
Source of Life
Grab a Song
Blasted Empire
Under the Sun
Sun Goes Down
Halo
Battle of Tribes
Magic Dance
Nazka
Karkov
22h19
- Entre a energia mística dos Blasted Mechanism e os vocoders rockeiros dos Does It Offend You, Yeah?, o Palco Optimus Discos recebe um óptimo contraponto na forma de concerto dos
Coldfinger
. Frente a uma plateia muito bem composto, Margarida Pinto mostra-se em muito boa forma, com um eléctrico Miguel Cardona a ajudar à festa suave mas consistente.
No Palco Super Bock, os britânicos
Does It Offend You, Yeah?
voltam a fazer o espaço da tenda transbordar. A atitude híbrida entre um electro apoiado em sintetizadores e vocoders e um rock com vontade de ser poderoso (mas que deixa apenas um gostinho na boca de "só mais uma banda"), atrai os fãs que não desgrudaram durante a actuação dos Hadouken! (bem mais eficazes).
A proximidade entre todas as bandas britânicas que actuaram esta noite no Palco Super Bock é bem assumida por James Rushent, cantor/MC de barrete negro: "Façam barulho para os Hadouken! e os Late of the Pier" grita o cantor, antes de acrescentar "Façam barulho também para uns grandes amigos nossos que sobem a este palco daqui a bocado, os Ting TIngs". Estes Daft Punk rockers aproveitam ainda para apresentar algumas canções novas - que deverão fazer parte do segundo álbum em vias de ser editado - como "Over Your Shoulder. "É a primeira vez que cá tocamos, obrigado por nos terem vindo ver. Esperamos voltar em breve", grita ainda Rushent.
00h05
- Ao som de "Taste In Men", os
Placebo
põem termo a um belo concerto no Palco Optimus.
Guarnecidos com um novo baterista, além de um guitarrista-extra que se mantém na sombra e uma senhora no violino, teclado e pandeireta, os homens de Brian Molko mostraram-se em óptima forma.
Da maleita e consequente fraca prestação que tingiu a última passagem dos Placebo por Portugal, a única recordação, esta noite, foi mesmo a chávena (de chá?) de onde Brian Molko bebericou, talvez para evitar mais males de garganta.
Já sabíamos que
Battle For The Sun
, o novo disco dos Placebo, os apresenta numa versão mais pesada e acelerada, mas ainda assim surpreendeu ver a confiança com que o trio se atirou à primeira sequência do concerto, preenchida apenas por canções novas. A emocional interpretação de Brian Molko no tema-título, terceira música da noite, quebrou quaisquer desconfianças que o público pudesse conservar, e o som produzido pela banda chegou mesmo a roçar o épico - no bom sentido.
De rabo de cavalo e patilhas, o que lhe confere um certo ar de Pirata das Caraíbas, Molko mantém um carisma que continua a fazer as meninas - e senhoras - das primeiras filas gritar. Por seu turno, a virilidade com que canções novas e antigas são debitadas em palco garantem a adesão unisexo e de todas as idades ao concerto dos Placebo.
Em 2009, os Placebo gozam de uma combinação de factores bem lisonjeira: têm a experiência de uma banda veterana, a entrega de uns novatos e uma certa melancolia de "meia idade" a permear, de forma salutar, a energia punk de alguns dos temas.
Apesar de receber muito bem as novas "Ashtray Heart", "Kitty Litter" ou "For What It's Worth", o público mostrou-se especialmente excitado com os maiores êxitos dos Placebo: "Special K", "Song To Say Goodbye", "Meds" (com um falso arranque em câmara lenta), "Every You Every Me" e até "Follow The Cops", cantada a muitas vozes.
A bela colecção de singles dos Placebo rendeu-lhes ainda um encore caprichado, com "Infra Red", "Bitter End" e "Taste In Men", talvez as canções mais celebradas da noite.
Pouco mais de uma hora após subirem a palco - "we come in peace", lia-se na bateria - os Placebo despediam-se do fiel público português. Aparentemente emocionados com a recepção entusiasta, o trio visualmente ecléctico - baixista em modo glam e baterista de torso completamente tatuado - junta-se à beira do palco para uma última vénia de agradecimento aos fãs.
Foi um dos melhores concertos do Optimus Alive!09 até agora, capaz de agradar a todo o público que Brian Molko tão bem definiu da primeira vez que se dirigiu às massas: "Ladies and gentlemen, brothers and sisters, children of Portugal".
00h22
- O facto de os Placebo terem tocado à mesma hora não correu muito bem para o lado dos nova-iorquinos
Fischerspooner
. A tenda do Palco Super Bock está, assim, bem menos cheia que em bandas que à partida teriam um público menos fiel. O projecto de Casey Spooner e Warren Fischer não deixou no entanto de fazer a festa que sabe fazer tão bem. Ali ao lado, os
Zig Zag Warriors
(Zé Pedro & Miguel Quintão) lutam também pelo público atrás dos pratos.
O aparato cénico grandioso, com paredes de espelhos a rodar em palco enquanto um Spooner em modo anjo negro coberto de lantejoulas rodopia entre eles dá lugar a bailarinas futuristas, de tutu prateado.
A noção de espectáculo do duo agiganta-se, tornando a tenda uma discoteca do apocalipse, com imagens caleidoscópicas em pano de fundo, onde o público se deixa levar entre canções intemporais (e verdadeiros clássicos electropop) como "Emerge" e alguns temas do novo álbum Entertainment, como o belíssimo "The Best Revenge".
00h50 - Os
Prodigy
fazem tremer as paredes do contentor onde funciona a sala de imprensa. Reportagem e fotos no final de um dos concertos mais esperados da noite.
02h01
- Hora e meia de concerto foi o tempo suficiente para os
Prodigy
darem uma valente lição de entretenimento. Cabeças de cartaz seguros, o grupo britânico alinhavou uma colecção de canções que reflecte todo o poder do novo álbum
Invaders Must Die
e a força de uma carreira recheada de êxitos.
Sob a batuta de Liam Howlett, o génio por trás da banda, Keith Flint e Maxim foram os anfitriões perfeitos, dando origem a uma das maiores nuvens de poeira frente ao palco deste segundo dia de Optimus Alive!09 (o que, como se sabe, é muito bom sinal).
"Breathe", um dos grandes sucessos de
The Fat of the Land
- obra-prima da banda - foi despachado logo no início do concerto, elevando desde cedo a fasquia bastante alto. Continuando em alta, "Omen", o brilhante primeiro single oficial de
Invaders Must Die
, deu provas da energia renovadada dos Prodigy.
Percorrendo o palco de lés a lés, sempre puxando pelo público - que responde massivamente, Flint e Maxim continuam uns verdadeires ases em palco. O espectáculo de luzes grandioso, não aconselhado a epilépticos, ajudou a marcar os passos de dança efervescentes. A introdução de "Poison" apela ao sentido rítmico do público português, que não desilude.
"Warrior's Dance" passa o testemunho ao muito celebrado "Firestarter", verdadeiro incendiário de multidões - a multidão vai à loucura e Keith Flint é o diabo em pessoa. "A little action is what I need" é o que o cantor repete incessantemente e a resposta vem a seguir: "Run with the Wolves" é um dos pontos mais altos de
Invaders Must Die
e em palco chega a confirmação. Até Dave Grohl, que empresta a bateria à versão de estúdio, se pressente.
Já no encore, chegam mais temas de
The Fat of the Land
: "Diesel Power" é a primeira, logo seguida do hino "Smack My Bitch Up" - o incontestável momento alto do concerto: Maxim pede ao público para se sentar, quando o ritmo abranda, e esperar pelo seu aviso - o público cumpre e um salto geral explode em uníssono com o ritmo da música. Para finalizar, "Take Me to the Hospital" e o velhinho "Out of Space", que tem direito a coro geral para gáudio da banda.
Alinhamento Prodigy
World's on Fire
Breathe
Omen
Their Law
Poison
Warrior's Dance
Firestarter
Run with the Wolves
Voodoo People
Comanche
______
Omen Reprise
Invaders Must Die
Diesel Power
Smack My Bitch Up
Take Me to the Hospital
Out of Space
02h00
- Os
Ting Tings
abandonam o Palco Super Bock debaixo de forte ovação.
|
Katie White, dos Ting Tings |
"That's Not My Name", o grande êxito da dupla inglesa, foi como seria de esperar o último tema do concerto, celebrado a rigor por uma multidão que, apesar da concorrência dos Prodigy no Palco Optimus, acorreu em peso à estreia de Katie White e Jules de Martino em Portugal.
O facto de esta ser a primeira visita dos Ting Tings ao nosso país não escapou à banda; Katie White, louríssima e de boina preta, leu mesmo uma breve mensagem aos fãs, num português esforçado que rezava algo como "boa noite, nós estamos muito felizes... o meu 'portuguese' é uma merda!".
Ao vivo, os Ting Tings beneficiaram grandemente do facto de o seu disco,
We Started Nothing
, estar repleto de canções contagiantes e bem fresco na memória do público, que adorou ver reproduzidas à sua frente as músicas da sua playlist ou a banda sonora das suas saídas nocturnas.
A maior surpresa deste concerto breve, mas conciso, foi mesmo o som mais encorpado que, em palco, Katie White e Jules de Martino apresentam. Ele à bateria, ela na guitarra, teclas e ocasionalmente no bombo com o nome da banda, produzem um som bojudo e pujante, mais rock do que em disco, mas ainda assim capaz de pôr a dançar toda a gente.
A nosso lado, um espectador espanhol estava de tal forma entusiasmado com a actuação que até nos "ordenou" que parássemos de tomar notas e bailássemos...
Quanto ao alinhamento, foi naturalmente composto pelos sucessos do álbum de estreia dos Ting Tings: "We Walk", em excitante crescendo, "Great DJ", recebida em êxtase, "Keep Your Head", com braços e brindes a serem atirados ao ar; a pop menineira de "Be The One", "Fruit Machine" e, a fechar a noite, o hit que arremessou os ingleses para a ribalta.
Houve ainda tempo para uma homenagem a Michael Jackson e para tirar o retrato ao público do Optimus Alive!09. "Ponham as vossas mãos no ar, queremos recordar a nossa primeira vez em Portugal!", pediu Katie White, claramente entusiasmada com um concerto "short but sweet" - de tal forma que o regresso ficou prometido para breve...
Veja aqui, em actualização permanente, as fotos do Optimus Alive!09.
Textos de:
Lia Pereira
e
Mário Rui Vieira
Fotos de:
Rita Carmo/Espanta Espíritos
tags: Optimus Alive!09, segundo dia, 10 de Julho, Prodigy, Placebo, The Ting Tings
|
Contém todos os meus documentos pessoais, é branca e da Levis.
O meu nome é Joana Franco, se alguém a encontrou que entregue por favor ou entre em contacto comigo joana17franco@hotmail.com.
Obrigada.
Prodigy foi BRUTAL. Sem espinhas! Nem sequer está sujeito a discussão. E quem disser que não foi cheira mal, é um ovo podre!! A energia de Keith Flint e de Maxim Reality é inesgotável. A do público também.
Com um início portentoso de "Breathe" e "Omen" (clássico imediato!) agarraram a audiência e a partir daí nunca mais ninguém se largou. O encore foi absolutamente fenomenal: "Invadors Must Die", "Diesel Power" e "Smack My Bith Up" levaram aquele povo ao rubro. Nunca na minha vida imaginei olhar à volta e ver milhares de pessoas de cócoras, para logo a seguir saltarem como molas gritando em plenos pulmões "SMACK MY BITCH UP".
Claramente será recordado como um dos momentos do festival deste ano e este concerto entra claramente como um dos melhores do ano!! Muito, muito bom mesmo!!
Antes disso, foram uns Placebo....modestos. Ah que se lixe! Tudo o que eu disser daqui para a frente estará sujeito a um ressabiamento pelo Creamfields de 2007 e por um muito fraquinho "Battle for the Sun".
Facto: dos dois primeiros álbuns, apenas "Every Me, Every You" foi tocada (se bem que com uma roupagenzinha algo fraquita). Curioso como os Metallica ontem tentaram agarrar o passado e os Placebo os renegam quando claramente foi aí onde foram mais inventivos e originais.
Com um alinhamento muito focado no último álbum (o que é natural, diga-se em abono da verdade) e em "Meds" (bom álbum, sou o primeiro a reconhecer), o concerto foi algo morno. Molko pouco comunicativo, muito rock "pesado" onde antes havia algum glamour. "Special K" alegrou a plateia, mas foi sobretudo no encore que me alegrei um bocadinho: "The Bitter End", "Infra-Red" e "Taste in Men" foram bons trunfos para fechar (ainda que "Taste in Men" ao vivo não tem nada a ver com a versão do álbum. Mais uma vez aquela tentação "rockalheira pesada" a tirar brilho aos Placebo).
Aposto que muitos dirão que foi um bom concerto. Para mim, que já fui um GRANDE FÃ dos Placebo, foi uma autêntica desilusão.
Antes foram os Blasted Mechanism que fizeram a passagem dia-noite. Óptimo concerto!!! O público claramente revelou-se "party people" e aderiu! Para quem muito critica "as bandas das queimas", tenho a dizer que o Alive em 3 anos ganhou 3 apostas no palco principal: Da Weasel em 2007, Buraka em 2008 e Blasted em 2009. É a prova provada que as bandas portuguesas, quando as condições são dadas, são tão boas os melhores que muitas das "next best thing" que nos tentam vender lá de fora.
Arrisco até a dizer que em termos de alinhamento e depois dos concertos que vi, trocaria sem nenhuma cerimónia, a ordem entre Placebo e Blasted Mechanism!
Ainda antes, os The Kooks apresentaram-se em palco com uma plateia ainda considerável mas a energia e entrega esbarram na falta de canções. Soa tudo ao mesmo, não existe ali um rasgozinho. Que eles são esforçados, já se viu. Mas é preciso algo mais....
At last but not least, Eagles of Death Metal em poderosíssima forma!! Jesse Hughes é rei e senhor do palco!! Imagine-se um Mick Jagger com guitarra e farfalheira!! Ora bem, aí temos um Jesse Hughes dançante, excêntrico, extremamente comunicativo e com uma excelente banda de suporte (baterista dos QOTSA incluído...). E claro, as canções não falham: "Wannabe in LA" é groove rock em estado puro, "Anything 'cept the Truth" é viciante até à raiz dos cabelos!! Óptimo concerto!!
Do palco secundário, apenas dei uma olhadela nos Late of the Pier enquanto fui ao cachorro. Mais uma banda revivalista dos 80 que se aguentar mais dois anos é muito....Não é que não sejam maus, mas nota-se serem apenas fruta da época.
De resto, falhei com muita pena minha Gaslight Anthem, mas a chefia é tramada e não perdoa....:(
Quanto ao resto do palco secundário, hoje não havia nomes que me cativassem e o principal estava bem recheadinho.
Moral da história: Prodigy foram absolutamente brutais e o seu concerto memorável!! A recordar durante muitos e bons anos!!
Eagles of Death Metal impecáveis com grande groove e um Jesse Hughes feio, porco e a cheirar a cavalo, mas absolutamente cativante!!
Blasted Mechanism a provarem que a aposta em bandas portuguesas em palcos principais e horas decentes é uma sposta ganha!!!
Placebo em "piloto-automático" com uma atitude que foge ao glam dos primeiros tempos. E onde perdem por isso.
Por favor digam mal das actuações para eu não ficar com inveja e não me chicotear por não poder ter ido! ;) kidding.
abraços
apetece-me espancar o meu patrão e mutilar a minha prof
grrrrrr
LoooooooooooooooooL.
Melhor comentário acerca da hospitalidade portuguesa, realmente somos os maiores.