De acordo com a eleição que teve lugar no fórum deste site, damos a conhecer a lista dos melhores discos de 2006, tal como votada pelos leitores/utilizadores da BLITZ. E o título de disco do ano vai para… Whatever People Say I Am, That’s What I Am Not dos Arctic Monkeys, a nova coqueluche da pop britânica. Será hype? Será marketing? Hype não é certamente e o marketing não bate assim. A essa lista acrescentam-se também as escolhas de ilustres conhecidos como os Clã, Sérgio Godinho, Tiger Man, Rodrigo Leão, Tim (Xutos & Pontapés), The Gift e Dead Combo que nos dão conta daquilo que andaram a ouvir durante o ano que acabou.
Ainda nesta edição, publica-se uma revisão de toda a carreira do padrinho da soul, James Brown, que como se sabe, entregou a alma ao criador no passado dia de Natal. Ainda num registo histórico, lembramos as circunstâncias que rodearam as gravações de Pet Sounds, a obra magna dos Beach Boys, recorrendo às palavras do próprio Brian Wilson, na altura em que passam 40 anos desde a sua edição original.
A estreia de Mariza no Royal Albert Hall é um marco para a música portuguesa. Nunca um artista nacional havia encabeçado o cartaz da mais prestigiada sala de espectáculos londrina. Mas não nos ficamos pela reportagem do evento. A revista BLITZ publica uma entrevista em exclusivo com o nome maior do fado, acompanhada por uma sessão de fotografias no Hyde Park verdadeiramente sensacional e de que havíamos dado um cheirinho no calendário publicado com a edição anterior.
É amá-los ou odiá-los: os irmãos Gallagher são mesmo assim, suscitam reacções extremas e dão entrevistas suficientemente desbocadas para que toda a gente as possa apreciar. Pela voz de Noel Gallagher percebe-se que os Oasis são uma instituição britânica das mais celebradas. Ou melhor: estes tipos são tipicamente ingleses – mas do Norte!
David LaChapelle é dos fotógrafos mais requisitados da actualidade. A sua especialidade são celebridades, que regista para a posteridade em cores saturadas e poses controversas. Ninguém pode ficar indiferente a estas imagens, ainda para mais quando se levanta a dúvida: o que têm em comum Pamela Anderson e Björk; Kanye West e Courtney Love, Lil’ Kim e Elton John? Para ouvir com os olhos bem abertos.
Para os P&R deste mês, temos entrevistas com Damon Albarn (Blur, Gorillaz) – a propósito do seu novo projecto The Good, The Bad & The Queen -, e com JP Simões, que apela à compra do seu novo CD por parte da nação benfiquista.
Mais ainda: levantamos a ponta do véu sobre o novo álbum dos Da Weasel, chamamos a atenção para os Garoto, Ex-Peão e Noisettes na secção Quase Famosos e entrevistamos o norueguês Lindstrom que anda às voltas com o disco-sound.
Ainda que esta época do ano seja parca em edições, no Guia deste mês chamamos a atenção para os discos de Bloc Party, Carla Bruni, The Good, The Bad & The Queen, para o novo DVD de Madonna e para os novos álbuns de 4 Hero, JP Simões, Mos Def, Kasabian, The Shins, Babyshambles, Rafael Toral, Pere Ubu, Noisettes, Deerhoof e Bert Jansch.
A não perder: as nossas recomendações para o Dia dos Namorados que está aí à porta.
MFC, Quarta, 24 de Janeiro de 2007 às 11:51
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E porque é que o título de capa diz "Música & sexo ou como chegar a rainha da pop" em vez de "Música, controvérsia, sexo e religião ou como chegar a rainha da pop"?
E, sim, vai lançar um DVD agora, mas não devia a capa ter sido atribuída aquando da polémica que a respectiva causou, quando ainda estava no "ponto rebuçado"?
«E o título de disco do ano vai para… Whatever People Say I Am, That’s What I Am Not dos Arctic Monkeys, a nova coqueluche da pop britânica. Será hype? Será marketing? Hype não é certamente e o marketing não bate assim.»
For God's sake! Será hype? Claro que é hype! Vou continuar a insistir no facto de considerar um dos piores discos do ano que receberam atenção - exacerbada - por parte dos media. O disco não tem rigorosamente nada, tanto para ser "disco do ano", como para receber a atenção que recebe. Coqueluche da pop britânica? Correctíssimo! A frase aplica-se mesmo bem!
Fico curioso com os artigos sobre James Brown, David LaChapelle e sobre os Oasis.
E Arctic Monkeys? Eu não reparei tanta gente a votar aqui neles quanto isso. Fico surpreendido.
A julgar pelos temas, esta edição parece ser menos atractiva do que a últimas.
Aplaudo a ideia da entrevista ao JP Simões. Isso sim é contribuir para a divulgação da música nacional. Ela bem precisa!!
Vamos lá ver o que sai daqui.. ;)
Sim porque enquanto alguns artistas não têm nada nos albuns, outros "artistas" têm a mais, mas demasiado mau.
Enfim estou com curiosidade por saber o que vêm do artigo sobre os Gallagher e e pela entrevista do Albarn, assim como o artigo do Godfather. De resto não sou um confesso admirador da Madonna, portanto esta capa não aqueçe nem arrefece.
Alem disso, tenham cuidado com o nome das bandas, pois parece me que com deerhof quereriam dizer deerhoof.
Não me levem a mal, não estou a menosprezar de modo algum a importância do referendo, aparentemente quem o menosprezou foram os próprios políticos e entidades responsáveis, colocando a questão de uma maneira lamentável e desapropriada aos cidadãos...
eu só tenho 17 anos, logo não vou votar...
No que diz respeito à tão conflituosa e comentada capa da revista não tenho muito a dizer...não gosto. Respeito e reconheço todo o mérito e trabalho da Raínha da Pop, mas não acho que mereça a capa, pelo menos por esta altura...mas já não vale de nada critícar as capas...eles é que mandam...
Agora ficam-se por um género semi-alternativo (se isto existir). Ainda que longe do jornal, podia ser pior - por algum tempo pensei que fosse.
Guardam normalmente o conteúdo mais "mainstream" para a capa, para atrair mais gente, o que é inteligente, ainda que possa induzir em erro. Dentro encontramos críticas e artigos que se dividem em música pop e alternativa. É da maneira que metade da revista já vale o dinheiro.
Quanto aos álbuns do ano, pensei que fossem os Strokes ou os Muse a ganhar, mas acho que prefiro os Arctic Monkeys. Fiquei surpreendido com o 20º lugar, não me lembro de ninguém votar em Yeah Yeah Yeahs...
A lista sendo democrática nunca pode ter muito critério e acaba por ser uma autêntica miscelânea, ao fim ao cabo, sem muito sentido. Ainda que não aparecesse nada da minha lista, os álbuns em si nem são muito maus. Até me parecem mais alternativos que os escolhidos pela revista em si... É engraçado fazer essa comparação. Os leitores parecem ainda agarrados ao antigo género da revista.
Apesar da capa não deixo de comprar porque há sempre qualquer coisa interessante. Mas por favor, não juntem sugestões de dia dos namorados! Isto ainda é uma revista séria!!LOL
Va la... por favor!!!