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Oasis by The Do Lab: Psicadélico
DJ sets, a arte neo-circence apoiada nas coreografias tribais e místicas do Lucent Dossier Vaudeville Cirque, roupas em farrapos, pés descalços e muita água são algumas das boas memórias do Optimus Alive!08.
Com a batida psicadélica ainda na cabeça, percebe-se porque é que os The Do Lab, os entretainers responsáveis pelo espaço mais alternativo do recinto, lhe chamaram Oásis: no cenário com uma tonalidade apocalíptica, um jardim com flores laranja descoloridas e pétalas em formato tenda, cada cinco minutos chegavam para alimentar de energia os três dias de festival.
O grupo californiano apresentou pela primeira vez em Portugal um conceito que já foi reconhecido como "o maior espectáculo à face da terra", uma estrutura orgânica palco de muita música, teatralidade e animação.
Ao centro, a pista enlameada, um micro-clima alheio ao palco Optimus e ao Metro On Stage, foi lugar de eleição para muitos dos que visitaram o Passeio Marítimo de Algés. Debaixo de jactos de água, com a roupa colada ao corpo e uma batida imparável, os níveis de liberdade, prazer e amor chegaram aos máximos.
Sam: Humor que faz falta
"Não ria! O humor é um assunto muito sério" podia ser título para afastar alguns dos festivaleiros mas foram poucos os momentos em que a tenda dedicada ao cartoonista e artista plástico Sam esteve vazia.
Num espaço pequeno para uma obra que, segundo a crítica, foi responsável pela entrada do humor na arte portuguesa, couberam alguns cartoons, com destaque para o Guarda Ricardo, o analista social que durante anos se fez ouvir na imprensa nacional, esboços das séries Torneiras, Ratoeiras, Funis e Cadeiras e três exemplares da colecção Enxadas, design que atenta contra os vícios do status quo.
Ao longo dos três dias, o sorriso do público revelou surpresa perante a simplicidade corrosiva de Samuel Torres de Carvalho, falecido em 1993, expressão que culminava ali na instalação "chá-da-vovó", uma caixa opaca a pedir que se espreite lá para dentro, em que se reproduz uma cena de chá numa sala de estar típica dos anos 70, um convite de regresso à infância para quem declarasse ter possuído pelo menos uma avó. Tudo formas de humor que o autor ia buscar à mesma fonte, o "absolutamente conhecido".
Alive with a scientist: Porque não?
Ao todo terão passado pelo espaço do Instituto Gulbenkian da Ciência (ICG) perto de 300 pessoas, portadores de dúvidas científicas ou simplesmente curiosos, gente a quem a ideia de provar de gelado de cerveja preta feito com azoto líquido ou um cocktail molecular ou ter um speed dating com cientistas fez crescer água na boca.
Num ambiente descontraído, os visitantes tiveram à disposição 70 investigadores daquela unidade de investigação, de áreas tão diversas como saúde, biologia, neurociências ou alimentação, que se desdobraram em tópicos como a cozinha molecular ou as características genéticas.
Num espaço criado para o efeito, com mesas e puffs, o público pôde ainda entrar num esquema encontro relâmpago (com fins didácticos), em que intervalos de 4 minutos com cada interlocutor chegaram para esclarecer dúvidas tão latas como "como é a vida de um investigador" ou "será que Deus existe".
Na parceria entre o Optimus Alive!08 e o ICG, cada bilhete reverteu 50 cêntimos para investigação e vão ser lançadas duas bolsas de investigação para recém-licenciados.
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