Foi a segunda passagem dos Arctic Monkeys por Portugal e a prova de que a banda inglesa tem um culto fortíssimo no nosso país – depois de, no ano passado, esgotarem o Paradise Garage com um concerto de apresentação do seu álbum de estreia, os autores de «Mardy Bum» conseguiram semelhante proeza no Coliseu dos Recreios, sala de capacidade e mística bem distintas.
A responsabilidade parecia não pesar nos ombros do franzino Alex Turner quando, à tarde, concedeu 10 minutos do seu tempo à BLITZ. Mais do que tocar para um coliseu esgotado, o que preocupava o vocalista dos Arctic Monkeys era a existência – ou não – de gelado por perto. À noite, apesar de ter trocado os calções por umas calças, o jovem de 21 anos não abdicou da descontracção.
Em palco, os Arctic Monkeys são quatro rapazes (Turner, Jamie Cook, Matt Helders e Nick O’Malley) ofuscados por um potente mas simples jogo de luzes, debitando canções que, em pouco mais de um ano, se tornaram hinos de uma certa juventude. Intimamente ligadas ao quotidiano britânico, as letras que Alex Turner, o cronista, vai debitando conseguiram o milagre de agarrar pelos colarinhos o público não anglófono, incluindo o português, que ontem à noite recebeu do inspirado letrista um piropo: «esplêndido».
De facto, num concerto como este, os espectadores acabam por ser um espectáculo aparte. À porta, discretos avisos anunciavam ser proibida a prática de mosh e crowd surfing, mas do começo ao fim da actuação, poucos terão sido os fãs que, por vontade própria ou arrastados pela corrente, não percorreram quilómetros no soalho do coliseu. Tudo enquanto recitavam, religiosamente, as narrativas e divisas de vida de Alex Turner.
Simples, directos e sem rodeios – assim se apresentaram quer os músicos quer as canções dos Arctic Monkeys, num alinhamento de cerca de hora e meia que arrancou ao som de «The View From The Afternoon». Seguir-se-ia o óptimo primeiro single de
Favourite Worst Nightmare
, «Brianstorm», com as luzes a simular o ambiente do respectivo teledisco. A explosiva reacção do público terá dito à banda, nesse momento, tudo o que era preciso saber: o culto estava prontíssimo a servir e para que a festa se fizesse bastava dizer a senha.
Às primeiras palavras e aos primeiros acordes de cada tema, a celebração era instantânea. Assim aconteceu em «Dancing Shoes» ou «From The Ritz To The Rubble», altura em que um ursinho de peluche caiu no palco, atirado por alguma fã mais arrebatada, e foi prontamente removido por um corpulento segurança. Mas também os novos temas, como «Teddy Picker», «D Is For Dangerous» ou «This House Is a Circus» foram recebidas como velhas conhecidas.
Com dois álbuns apenas, os Arctic Monkeys lograram o invejável feito de poder dar um concerto em modo best of. Aqueles que encheram o coliseu têm todas as letras na ponta da língua e vivem cada segundo do concerto como se do melhor das suas vidas se tratasse. Ainda assim, se tivéssemos que adivinhar as favoritíssimas, a avaliar pelos níveis de euforia elas terão sido, ontem à noite, «Fake Tales of San Francisco», «I Bet You Look Good on the Dancefloor», «Balaclava» ou «When The Sun Goes Down».
No final de 20 músicas e pouca conversa (mas muita comunicação), os Arctic Monkeys despediram-se sem encore, deixando o sistema de som a tocar «Nobody Does It Better». Para os fãs, não podia ser mais verdade. Como dizia um admirador à saída, justificando a introspecção de Alex Turner, «Ele está no mundinho dele». Durante hora e pico, ontem à noite, todos estiveram.
Na primeira parte, os X-Wife apresentaram-se em modo mais rock do que electro, com o novo baterista a emprestar peso e velocidade à banda de
Side Effects
. João Vieira chegou mesmo a tocar guitarra deitado no chão e a dirigir-se ao público perguntando: «Está tudo à espera dos Arctic Monkeys?». Estava, mas nem por isso os X-Wife foram ignorados pela plateia do coliseu, já em ebulição.
LP, Quinta, 19 de Julho de 2007 às 1:16
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Os adjectivos já aqui foram todos usados.Mal se apagaram as luzes e os franzinos miudos entraram em palco, a loucura tomou conta da plateia e tomou proporções assombrosas.O público transfigurou-se e entregou-se a uma onda de devaneio e de euforia física que tornou a mítica sala de espectáculos num microclima feito de gritos, de suor e de devoção levada ao extremo.
Juro-vos que ainda não percebi bem o que se passou. Não sei se foi a cerveja. Não sei se foi a faixa etária dominante - e como alguém aqui disse, aplaudo vivamente os miudos que fizeram a festa (ou melhor, alguns miudos...). Não sei se foi o som poderosíssimo que vinha lá do palco e se propagava em vagas cada vez maiores à medida que se repetia pelos milhares de gargantas em perfeita sintonia.Não sei e acho que os rapazinhos do ártico também não!
O alinhamente foi muito bem pensado e jogou num equilíbrio bastante conseguido entre as músicas do 1º e do 2º álbum. Mas verdade seja dita, o alinhamento podia ter sido outro qualquer! Para espanto meu, toda a gente (e digo mesmo toda a gente!) sabia todas as letras de cor, fosse qual fosse o tema. E fazia questão de o mostrar! O que nem é normal numa banda conhecida pelo vómito sucessivo de palavras que sai da boca do vocalista e que não é fácil apanhar à 1ª. Gostei de ver. Gostei de ouvir. Gostei da exaltação geral na abertura de cada tema ... coisa que normalmente só acontece com os hits mais conhecidos de cada banda.
Contas feitas, balanço mais que positivo...não fosse a falta de respeito que existiu entre algumas fracções da plateia, completamente indiferentes à presença de outras pessoas que gostavam de ter assistido ao concerto ... e foram obrigadas a sair em braços pela porta dos fundos. Também aí, não percebi o que se passou!
Estava situada numa das galerias laterais (a idade, e consciência e o metro e meio de altura falaram mais alto!) ... e fiquei parva pela quantidade de gente que se dedicou a correr de um lado a outro do recinto, como se aquilo fosse só deles. Com biqueirada, com mosh, com empurrões ... mas sobretudo, com uma total falta de noção sobre quem poderiam estar a magoar! E o mais estranho é que nem posso afirmar que ali estivessem só para isso, porque do ponto onde eu estava conseguia perceber que a devoção aos arctic, nalguns momentos em que lá paravam com aquela merda ... era idêntica à de todos os outros.
Não sei o que se passou. Não sei se foi a cerveja. Não sei se foi a idade. Não sei se foi um grupo inglês (e uma claque do porto, mas nem me apetece estar aqui a levantar discórdias bairristas) que por lá estava e que bem podia ir andar à biqueirada prá p*** que os pariu!
Sei que me veio à lembrança o eddie vedder, no concerto do restelo, quando se virou para nós e nos congratulou pelo respeito durante todo o concerto ("...you all looked like friends"). Coisa que não se passou aqui.
1 - A banda está a começar a chegar a um nível de "who cares?" com tudo que deixam a pensar se aquilo não será arrogância.. Dirigiu-se duas vezes ao público, para nos elogiar, mas a verdade é que mereciamos muito mais que isso
2 - Encore.. qualquer banda faz encores, e eu sei que eles são contra isso, mas então que alongassem o concerto.
3 - Músicas seguidas umas às outras.. eles em Reading por exemplo (vejam no youtube) fazem cenas com piada, obrigam as pessoas a berrar, puxam por elas.. Cá não, é mais um concerto para o qual eles se tão a borrifar..
4 - Eles são grandes fãs de The Strokes e eu já vi The Strokes no Lisboa Soundz e até eles têm momentos mais calmos nos concertos, com aquelas músicas mais mellow's.. não faria sentido eles também fazerem isso?
Tocarem a No Buses, a Despair, a Riot Van ou mesmo a Only ones who know..
5 - E esta, para mim, das mais críticas, não terem tocado a 505
De 0 a 10 eu dou um 7, sendo que foi um grande concerto sim, mas não pela atitude deles. Foi pelo público e pelo brilhantismo das músicas.
Foi um grande concerto, mas o público por vezes irritava-me.
Desta vez vi o coliseu tremer perante a força destes "meninos", para a próxima vejo-o cair xD
Por poucas palavras e sem rodeios: LLINNNNDDDOOOO
1º- Apesar de um jogo de luz ser simples era bem potente e simples o suficiente para não ofuscar os fãs. lol
2º- Mesmo com aqueles pequenos erros no som no principio do concerto, rapidamente foram remendados e o som das guitarras ecoava pelo coliseu.
3º- O publico, mesmo que bruto e sem civismo nenhum ... porra eram as vozes de toda a gente a gritar as letras ao mesmo tempo que o Sr. Turner, e sem parar nem um segundo dançaram-nas todas !
4º- Só quem lá esteve e gosta de Arctic Monkeys é que sabe. xD
LALALALA
http://www.nevermindedmus...
Se chamam memorável à forma cmo as pessoas se deslocavam tipo acçao-reacçao, o concerto foi gigantesto (mmo com uma sala de pequenas dimensoes).
Se chamam maravilhoso ao suor alheio e o ambiente pegajoso, o concerto foi BRUTAL.
A sério q nao percebo o q vai dentro da cabeçinha de certas criaturas q so empurram perturbando os q os rodeiam, alguem me sabe explicar?
Mmo com todos os moches e consequentemente perdas de tenis, mmo plo facto de ter começado a frente e acabar no meio da sala, mmo ter saido de la a cheirar a cavalo e mmo nao tendo visto cmo deve de ser a banda dos jovens q nos punham ali aos saltos...
ADOREI o show!!